Imigrantes foram deportados para a base militar que fica em Cuba. Segundo os EUA, eles são
A primeira aeronave dos Estados Unidos transportando imigrantes deportados para a base de Guantánamo, em Cuba, pousou nessa terça-feira (4/2). Segundo a porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Tricia McLaughlin, o voo transportava de 9 a 10 imigrantes e todos eram “estrangeiros criminosos altamente perigosos”.
Imagens divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA mostram os detidos algemados enquanto eram preparados por soldados americanos para embarcar no avião.
O presidente americano, Donald Trump, disse que quer que o Pentágono e o Departamento de Segurança Interna expandam a unidade de detenção na base americana em Guantánamo para abrigar mais de 30 mil migrantes.
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No domingo, ao falar sobre os planos, o chefe do Departamento de Segurança Interna dos EUA se recusou a dizer se mulheres, crianças ou famílias migrantes também seriam mandadas para lá.
O voo para a Baía de Guantánamo se soma aos voos militares que já deportaram migrantes para Guatemala, Peru, Honduras e Índia.
Os voos militares são uma forma cara de transportar migrantes. Segundo a agência de notícias Reuters, um voo de deportação militar para a Guatemala, na semana passada, provavelmente custou pelo menos US$ 4.675 por imigrante.
A base militar de Guantánamo, em Cuba, se tornou célebre durante a campanha de “Guerra ao Terror”, criada pelo presidente George
W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001, e questionada diversas vezes pelas constantes violações do direito internacional e dos direitos humanos.
No entanto, o local está anexo à Base Naval de Guantánamo, mantida pelos EUA na ilha de Cuba desde 1903, mesmo com as hostilidades entre Washington e Havana desde a Revolução Cubana de Fidel Castro, que tomou o poder em 1959.
A prisão de Guantánamo foi estabelecida em 2002, pelo então presidente Bush, para receber suspeitos de terrorismo e supostos combatentes “ilegais” detidos durante operações militares americanas fora dos EUA. O local recebeu cerca de 780 presos desde sua criação, sendo que 15 permanecem lá.
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Inúmeros relatos de tortura de prisioneiros vieram à tona, incluindo a prática do “waterboarding” — o ato de forçar a cabeça de um suspeito em água até quase afogá-lo, para forçar uma delação.
Fonte: Metrópoles