As forças americanas e aliadas realizaram ataques em "grande escala" contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria neste sábado, informou o Exército dos EUA, na mais recente resposta a um ataque ocorrido no mês passado que deixou três americanos mortos.
Washington afirmou que um atirador solitário do grupo militante realizou o ataque de 13 de dezembro em Palmira — cidade que abriga ruínas antigas listadas pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e que já foi controlada por combatentes jihadistas —, que matou dois soldados americanos e um intérprete civil americano.
"Os ataques de hoje tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria" e fizeram parte da Operação Ataque Hawkeye, lançada "em resposta direta ao ataque mortal do Estado Islâmico contra as forças americanas e sírias em Palmira", disse o Comando Central dos EUA (Centcom) em um comunicado sobre o X, usando uma sigla para o grupo jihadista.
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Os Estados Unidos e a Jordânia realizaram uma rodada anterior de ataques como parte da mesma operação no mês passado, atingindo dezenas de alvos do grupo Estado Islâmico. O ataque em Palmira foi o primeiro incidente desse tipo desde a queda do antigo governante da Síria, Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Os militares americanos que foram alvejados estavam apoiando a Operação Resolução Inerente, o esforço internacional para combater o Estado Islâmico, que tomou vastas áreas do território sírio e iraquiano em 2014.
Os jihadistas foram finalmente derrotados pelas forças terrestres locais, apoiadas por ataques aéreos internacionais e outros tipos de suporte, mas o Estado Islâmico ainda mantém presença na Síria, especialmente no vasto deserto do país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sempre se mostrou cético em relação à presença de Washington na Síria, tendo ordenado a retirada das tropas durante seu primeiro mandato, mas, no fim das contas, mantendo as forças americanas no país.
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Em abril, o Pentágono anunciou que os Estados Unidos reduziriam pela metade o número de militares americanos na Síria nos meses seguintes, enquanto o enviado dos EUA para a Síria, Tom Barrack, afirmou em junho que Washington eventualmente reduziria suas bases no país para apenas uma.
Fonte:O Globo