Bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz provoca recuo de navios e aumenta tensão no mercado global de petróleo.
Os Estados Unidos detalharam, nesta segunda-feira, os limites do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, ampliando a área de restrição até o Golfo de Omã e o Mar da Arábia. A medida ocorre em meio à escalada de tensões com o Irã e já impacta o tráfego marítimo na região.
Segundo o Comando Central dos EUA, embarcações que entrarem ou saírem da área bloqueada sem autorização poderão ser interceptadas, desviadas ou até capturadas. Apesar disso, o governo norte-americano afirmou que o trânsito de navios de países não iranianos não será impedido, desde que respeitadas as regras estabelecidas.
Dados de monitoramento marítimo indicam que pelo menos dois navios-tanque mudaram de rota ao se aproximarem do estreito logo após o início do bloqueio. As embarcações, que transportavam petróleo e derivados, optaram por retornar, evidenciando o impacto imediato da medida sobre a navegação comercial.
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Antes da implementação do bloqueio, diversos navios conseguiram atravessar a região, incluindo petroleiros ligados ao Irã e embarcações de outros países. No total, ao menos oito navios passaram pelo estreito nas horas que antecederam a restrição.
A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump após o fracasso das negociações para encerrar o conflito entre EUA e Irã, que já dura semanas. A medida elevou ainda mais a incerteza nos mercados globais, contribuindo para a alta no preço do petróleo, que voltou a superar os US$ 100 por barril.
O bloqueio também deve abranger parte do litoral iraniano, embora autoridades tenham informado que cargas humanitárias, como alimentos e medicamentos, continuarão autorizadas, ainda que sob inspeção.
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Especialistas alertam que a restrição no Estreito de Ormuz responsável por cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e gás pode causar impactos significativos no comércio internacional e na segurança energética global.