Medida amplia alcance da política de imigração para quem já foi expulso do país; Washington pagará até R$ 183 milhões a empresas privadas para localizar pessoas inadimplentes no México, em Honduras e na Guatemala
O governo dos Estados Unidos passou a cobrar multas de mais de 66 mil migrantes que já foram deportados do país, acumulando uma dívida estimada em cerca de R$ 21,5 bilhões. As cobranças estão relacionadas a penalidades aplicadas durante o processo de deportação.
As multas podem alcançar valores elevados porque são calculadas com base no período em que a pessoa permaneceu nos Estados Unidos mesmo após receber uma ordem para deixar o país. Em alguns casos, a cobrança pode chegar a centenas de dólares por dia, aumentando rapidamente o valor devido.
Mesmo depois da deportação, os migrantes continuam sujeitos às cobranças. O governo americano busca mecanismos para localizar essas pessoas no exterior e exigir o pagamento das penalidades, ampliando a pressão sobre quem deixou o território americano após receber uma ordem de saída.
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A medida faz parte do endurecimento da política migratória dos Estados Unidos, que passou a utilizar com maior frequência punições financeiras contra pessoas que permanecem no país após determinações de deportação. A estratégia também busca desencorajar outros migrantes a ignorarem ordens de saída.
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O volume das cobranças, porém, levanta questionamentos sobre a capacidade de pagamento dos deportados e sobre como o governo pretende recuperar os valores fora dos Estados Unidos. A política aumenta ainda mais as consequências financeiras para migrantes que já foram retirados do país.