País confirmou quinta morte por sarampo, doença prevenível por vacina. De acordo com governo, mortes eram em pessoas não vacinadas. Pior surto desde os anos 2000 tem relação com queda na imunização
Os Estados Unidos registraram a quinta morte associada ao sarampo na Pensilvânia em 2026, em meio ao pior surto da doença no país em décadas. A vítima era uma pessoa não vacinada de Lancaster County. O estado já contabiliza 943 casos confirmados da doença em 39 condados.
O número de mortes, porém, apresenta uma divergência entre as autoridades estaduais e federais. Enquanto a Pensilvânia contabiliza cinco mortes relacionadas ao surto, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) havia confirmado oficialmente duas mortes em todo o país até 24 de setembro. O órgão mudou a metodologia utilizada para confirmar os óbitos e passou a considerar dados do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde.
Até 24 de setembro, o CDC registrava 3.659 casos confirmados de sarampo nos Estados Unidos em 2026. O número coloca o país diante do maior volume de casos em aproximadamente 35 anos, após décadas de controle da doença. O sarampo havia sido considerado eliminado nos EUA em 2000, quando deixou de apresentar transmissão contínua no território.
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A queda na cobertura vacinal é apontada como um dos fatores que facilitaram a expansão dos surtos. A vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) é considerada a principal forma de prevenção, e a manutenção de coberturas elevadas é necessária para interromper a circulação do vírus. Crianças pequenas, pessoas não vacinadas e aquelas com o esquema incompleto estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações.
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O cenário também preocupa autoridades de saúde nas Américas. A Organização Pan-Americana da Saúde informou que a região registrou, em 2026, o maior número de casos confirmados de sarampo dos últimos 22 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde reforçou a vacinação diante do risco de entrada de casos importados, enquanto dados oficiais mostram que a cobertura da segunda dose da tríplice viral chegou a 78,02% em 2025, abaixo da meta de 95%.