Washington e Pequim já haviam acordado suspensão por 90 dias, e caminham para mais três meses de bandeira branca com nova negociação
Os Estados Unidos e a China devem chegar a um acordo para prorrogar por mais 90 dias o início do tarifaço imposto por Washington a Pequim, segundo o jornal chinês South China Morning Post. Representantes dos países, que são as duas maiores economias do mundo, se encontram nesta segunda-feira (28/7) em Estocolmo, na Suécia, para uma rodada de negociações.
Em maio, China e Estados Unidos haviam acordado a suspensão do tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump, e esse prazo se encerraria no dia 12 de agosto. O encontro em Estocolmo será a terceira rodada de negociação entre os dois países. Já houve encontros em Londres e Genebra.
Washington deve expor sua preocupação com a capacidade industrial chinesa. Ainda de acordo com o jornal, deve ficar acordado que durante a nova suspensão de 90 dias, os dois países se comprometam a não impor tarifas adicionais ou aumentar a guerra comercial por outros meios.
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Em março, Trump havia anunciado uma taxação linear de 20% a produtos importados da China. Ele apontou que Pequim não age para interromper a entrada de fentanil, um opioide 50 vezes mais potente que a heroína.
O presidente dos Estados Unidos afirmou neste domingo (27/7) que as tarifas que o país pretende aplicar e que atingem o Brasil e outros países devem começar de fato a valer a partir do dia 1º de agosto. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tido dificuldades para encontrar com quem negociar a taxação de 50% anunciada pelo republicano a produtos brasileiros.
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“O 1º de agosto é para todos”, disse Trump, durante entrevista coletiva ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, já havia antecipado. “Não haverá prorrogação nem mais períodos de carência. Em 1º de agosto as tarifas serão fixadas. Entrarão em vigor. As alfândegas começarão a arrecadar o dinheiro”, falou em entrevista para a Fox News.
Fonte: Metrópoles