O governo brasileiro rejeitou as acusações e classificou a medida como injusta
Os Estados Unidos passaram a aplicar, nesta quarta-feira (22), uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida foi adotada pelo governo norte-americano, que alega práticas desleais do Brasil no comércio internacional e cita falhas no combate à importação de produtos produzidos com trabalho forçado.
Além da tarifa já em vigor, o governo brasileiro acompanha a possibilidade de uma nova sobretaxa de 12,5%. Segundo autoridades dos EUA, o Brasil não possui uma proibição legal específica para impedir a entrada de mercadorias fabricadas com trabalho forçado em outros países.
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A justificativa consta em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), divulgado em junho. O documento afirma que, embora o Brasil tenha compromissos internacionais sobre o tema, a legislação brasileira não proíbe expressamente a importação desses produtos para o mercado interno.
O governo brasileiro rejeitou as acusações e classificou a medida como injusta. O Palácio do Planalto informou que continuará buscando uma solução negociada, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade caso as tarifas sejam mantidas.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil também contestam a avaliação do governo norte-americano. Eles destacam que o Brasil é referência internacional no combate ao trabalho análogo à escravidão, com operações frequentes de fiscalização e resgate de trabalhadores em situação de exploração.