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EUA pressionam empresas europeias a acabarem com políticas de diversidade
Foto: Reprodução

A carta também foi enviada por diplomatas americanos a países do leste europeu e à Bélgica, segundo as fontes

O documento, ao qual o FT teve acesso, é intitulado "Certificação sobre conformidade com a legislação federal antidiscriminação aplicável". O texto indicava que as novas regras que baniram programas de inclusão e equidade nos EUA também se aplicava a empresas fora do país caso estas fossem fornecedoras ou prestadoras de serviços do governo americano.

 

"Informamos que a Ordem Executiva 14173, Encerrando a Discriminação Ilegal e Restaurando Oportunidades Baseadas no Mérito, assinada pelo presidente Trump, se aplica a todos os fornecedores e prestadores de serviços do Governo dos EUA, independentemente de sua nacionalidade e do país em que operam", diz a carta, segundo uma cópia publicada pelo jornal francês Le Figaro em seu site.

 

A carta também foi enviada por diplomatas americanos a países do leste europeu e à Bélgica, segundo as fontes. De acordo com o jornal britânico, além da carta, as embaixadas enviaram um questionário no qual as empresas deveriam responder se estavam em conformidade com a nova política adotada por Trump.

 

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“Os contratados do Departamento de Estado devem certificar que não operam nenhum programa que promova DEI e que viole quaisquer leis antidiscriminação aplicáveis, e concordar que tal certificação é essencial para a decisão de pagamento do governo e, portanto, sujeita ao False Claims Act”, aponta o documento, que, segundo o Financial Times, sugere que o governo Trump está ampliando sua campanha contra DEI para empresas estrangeiras, após lançar uma ofensiva contra grupos de mídia dos EUA, como a Disney.

 

As empresas receberam um prazo de cinco dias para preencher e assinar o questionário em inglês e devolvê-lo por e-mail: "Caso não concorde em assinar este documento, agradeceríamos se pudesse fornecer razões detalhadas, que encaminharemos aos nossos serviços jurídicos", acrescentou a carta. Após ser notificado por algumas empresas sobre a medida adotada pelos governo dos EUA, o Ministério da França expressou preocupações.

 

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“Essa prática reflete os valores do novo governo dos EUA. Eles não são os mesmos que os nossos”, disse uma pessoa próxima ao ministro da Economia da França, Eric Lombard. “O ministério lembrará seus colegas do governo americano sobre isso.” O envio da carta a empresas europeias ocorre em meio ao aumento das tensões econômicas e políticas entre os Estados Unidos e a Europa após a eleição de Donald Trump com a plataforma "America First".

 

Nesta semana, Trump impôs uma tarifa adicional de 25% sobre importações do setor automotivo para os EUA e aumentou tarifas sobre aço e alumínio europeus. A UE já informou que vem trabalhando em tarifas recíprocas em resposta, mas ainda não decidiu quais produtos serão alvo da taxação. A UE, por sua vez, informou que vem trabalhando em tarifas recíprocas em resposta, mas ainda não decidiu quais produtos serão alvo da taxação.

 

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A medida também levanta questões sobre as mudanças práticas que as empresas alvo podem precisar implementar, dado as abordagens diferentes entre os EUA e Europa. As empresas americanas adotaram políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão, acompanhando dados de raça e etnia e estabelecendo metas de diversidade, lembra a Reuters.

 

A França, por exemplo, tradicionalmente não tem sido um local onde programas de DEI se consolidam, já que uma abordagem secular limita tais práticas, com leis que restringem a coleta de dados raciais e étnicos. As empresas francesas não podem levar em conta a origem das pessoas em decisões de contratação ou promoção.

 

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De acordo com o FT, empresas francesas potencialmente expostas às exigências dos EUA incluem grupos de aviação e defesa, prestadores de consultoria e empresas de infraestrutura. O jornal, no entanto, não conseguiu determinar imediatamente quais empresas receberam a carta. 

 

Fonte: O Globo

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