Ataque dos EUA no Pacífico amplia controvérsia internacional sobre ações militares contra o narcotráfico.
O Exército dos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira (9) a morte de duas pessoas durante um novo ataque aéreo contra uma embarcação considerada suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas no oceano Pacífico. Uma terceira pessoa sobreviveu à ofensiva.
De acordo com o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, o alvo fazia parte de operações classificadas pelo governo americano como combate a “narcoterroristas”. Em nota divulgada nas redes sociais, o comando informou que a Guarda Costeira foi acionada para realizar a operação de busca e resgate do sobrevivente.
Desde setembro, o governo do presidente Donald Trump intensificou ações militares contra embarcações suspeitas de tráfico internacional de drogas, afirmando estar em “guerra” contra organizações criminosas com suposta atuação a partir da Venezuela. No entanto, autoridades norte-americanas não apresentaram provas conclusivas de que os barcos atingidos estivessem, de fato, envolvidos com o narcotráfico.
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A falta de evidências tem gerado críticas e levantado questionamentos sobre a legalidade das operações, que inicialmente se concentravam no Caribe e agora avançaram para o Pacífico. Com o ataque mais recente, o número de mortos nessas ações chega a pelo menos 130 pessoas, em um total de 38 ofensivas confirmadas.

Foto: Reprodução
Este é o terceiro ataque desse tipo relatado na região desde a captura, em janeiro, do líder venezueluelano Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos. À época, Maduro afirmou que a ofensiva militar americana tinha como objetivo promover uma mudança de regime na Venezuela. Atualmente, ele está preso em território norte-americano e se declarou inocente das acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
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A escalada da violência já motivou reações judiciais. No mês passado, familiares de dois cidadãos de Trinidad e Tobago mortos em um ataque ocorrido em outubro ingressaram com uma ação contra o governo dos EUA, acusando o país de homicídio culposo.