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27/07/2021

EUA vivem 'guerra da vacina' e começam a ficar para trás na imunização

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Foto: Reprodução

Observado pela primeira-dama, Jill Biden, homem é vacinado em escola de Savannah, na Geórgia

Nos polarizados Estados Unidos, uma "guerra da vacina" ameaça piorar o novo surto do coronavírus e põe as doses anti-Covid no meio do fogo cruzado político. Se um número crescente de estados e empresas impõem a obrigatoriedade da imunização para seus funcionários, há também Legislativos estaduais e locais que proibiram bares, estádios e até mesmo cruzeiros de restringir a entrada dos não vacinados.

 

O debate vem em meio ao aumento de casos no país, impulsionado pela variante Delta, cerca de 60% mais contagiosa. Os novos diagnósticos subiram 144% nas últimas duas semanas, chegando a uma média de 56,6 mil por dia e pondo em risco a retomada das aulas e do trabalho presencial após as férias de verão no Hemisfério Norte.

 

A piora também levou o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) a reconsiderar a liberação do uso de máscaras em ambientes fechados. Se em meados de maio, quando a pandemia parecia estar sob controle, o órgão anunciou que pessoas já vacinadas não precisariam mais usar máscaras em espaços internos, nesta terça-feira elas voltaram a ser recomendadas em locais fechados, em áreas com altas taxas de contágio e nas escolas.

 

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As mortes e internações também crescem, mas em ritmo menor que os casos, já um reflexo positivo da vacinação. Até o momento, 56,43% dos americanos já tomaram ao menos uma dose anti-Covid, e 48,79% completaram a inoculação, seja com as duas vacinas da Pfizer e da Moderna ou a injeção única da Janssen, todas eficazes contra a cepa Delta. A procura pelos imunizantes, contudo, está estagnada e as campanhas da Casa Branca para alavancá-la têm se provado ineficientes.

 

O país, que chegou a aplicar uma média diária de 3,38 milhões de doses por dia no início de abril, hoje dá 566 mil injeções diárias. Com a perda do ritmo, países europeus como Alemanha, Espanha e Itália, que tiveram notórios problemas no início de suas campanhas de vacinação, ultrapassaram os americanos no percentual da população já vacinada.

 

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Nem na América do Norte o país está na dianteira, sendo ultrapassado pelo Canadá. Ao contrário de boa parte do planeta, a estagnação não se deve à escassez de doses, mas à falta de braços dispostos a recebê-las. E são a esses recalcitrantes que vários americanos inoculados atribuem a culpa pelo novo surto no país.

 

Fonte: O Globo

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