Segundo as Forças Armadas, objetos foram abatidos após drones russos violarem o espaço aéreo do país
Líderes europeus repudiaram nesta quarta-feira (10) a violação do espaço aéreo da Polônia por drones russos, abatidos por caças poloneses e da Otan. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a União Europeia defenderá "cada centímetro quadrado" de seu território, e chamou a violação dos drones russos ao espaço aéreo polonês é "sem precedentes".
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, disse que seu país "nunca esteve tão perto de um conflito armado desde o fim da 2ª Guerra Mundial" e que "está pronto para reagir a provocações", caso necessário. (Leia mais abaixo sobre o incidente).O governo da Alemanha chamou o incidente dos drones de "sério" e "mostra o quanto a Rússia está nos testando". O chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou o que chamou de "comportamento agressivo dos russos" e disse que o incidente colocou vidas em risco em um país que pertence à UE e à Otan.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que "intencional ou não, [o incidente] é absolutamente irresponsável e perigoso". Rutte também disse, de forma direta, "Putin, pare de violar o espaço aéreo dos aliados [da Otan]".
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Um oficial da Casa Branca disse à agência de notícias Reuters que o presidente Donald Trump está monitorando o caso e deve telefonar ao presidente polonês, Karol Nawrocki, nesta quarta.O presidente da França, Emmanuel Macron, chamou o incidente de "simplesmente inaceitável".
O Ministério da Defesa da Rússia negou ter enviado intencionalmente os drones à Polônia e disse que não tinha o país como alvos de drones que enviou em um ataque feito à Ucrânia. Mais cedo, o Kremlin se recusou a comentar o incidente. Já o encarregado de negócios russo na Polônia, Andrey Ordash, acusou o governo polonês de "acusações infundadas" em fala à agência estatal russa RIA Novosti.
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O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, disse que o ataque russo "pode ser uma tentativa russa de testar a Otan" e ser necessário "enviar um sinal claro de que isso é completamente inaceitável". Kaja Kallas, a alta representante da União Europeia para Assuntos Externos e Política de Segurança, disse que "a guerra da Rússia está escalando, não terminando", por isso é necessário aumentar sanções contra o país e investir na defesa da Europa e na "linha de defesa" que divide fronteira com os russos. O premiê do Reino Unido, Keir Starmer, chamou o ataque de "extremamente inconsequente".
Fonte: G1