O cenário político brasileiro segue embrulhado em polêmica nas últimas semanas com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026 — e nem todo mundo no universo evangélico engoliu esse “plano de família”. Enquanto ele tenta se vender como herdeiro político do bolsonarismo entre os crentes, várias lideranças religiosas estão fechando a cara e recusando endosso público ao nome dele.
Segundo relatos nos bastidores, Flávio tem batido ponto em eventos, telefonado para pastores de peso e tentado abrir canais de conversa com caciques religiosos em busca daquela bênção crucial que move multidões — mas o que tem visto é “acolhimento sem indicação de voto”: os líderes atendem, conversam, mas não querem aparecer apoiando o candidato ainda.
A avaliação que circula entre muitos desses pastores é simples e direta: Flávio ainda não tem “densidade política” suficiente pra ser visto como o cara que vai liderar a direita e derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro.
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E olha a treta interna aí: entre os religiosos que conversam com políticos, ganhou força a ideia de uma chapa alternativa que junte o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) — vista por alguns como mais “capilaridade eleitoral” e menos rejeição na base conservadora.
O pastor Silas Malafaia, uma das vozes mais ouvidas no meio evangélico político, resumiu bem essa coisa toda dizendo que a candidatura de Flávio “não empolgou a direita” e que o senador ainda carece de musculatura política pra bater de frente nas urnas — e por isso colocou Tarcísio e Michelle como nomes mais competitivos no radar.
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Enquanto isso tudo rola, Flávio não dá mole: intensificou a presença em igrejas e em encontros religiosos tentando convencer líderes a apoiar publicamente — mas por enquanto só tem ouvido “vamos conversar, mas sem carimbo de apoio por enquanto”.