A defesa de Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro acusado de tentativa de golpe, pediu ao STF que adie em 15 dias o interrogatório dos réus do núcleo dois da trama golpista, marcado para a próxima quinta-feira.
Um dos argumentos é que a defesa ainda não teve acesso a gravações e transcrições de depoimentos que seriam disponibilizados durante a instrução processual.
O advogado Eduardo Kuntz alega ainda que há um pedido para revogar a prisão do coronel pendente de análise há cerca de um mês. Câmara foi preso em junho por suspeita de obstruir as investigações.
Veja também

Médica espancada por fisiculturista passará por cirurgias plásticas
Pit-bull que matou criança de 2 anos estava há dois meses na família
Na petição, a defesa argumenta que a possibilidade de redesignação deve ser considerada para que possa ser exercido o contraditório. Além disso, sustenta que não há motivo para aplicar o princípio da celeridade, uma vez que, em caso de eventual condenação, ainda está bem longe de prescrever.
"Some-se a isso, temos que em razão da complexidade do feito, a pluralidade de réus e absurdo volume de documentos que integram a presente ação penal, se faz necessária a flexibilidade do comando processual e a imposição dos princípios constitucionais".
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A defesa de Câmara também pediu que o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília seja informado de que os advogados estão autorizados a ingressar na unidade prisional com computador e celular, tanto para as entrevistas com seu cliente, como no interrogatório designado.
Fonte: O Globo