August Hanning chefiou o Serviço Federal de Inteligência de 1998 a 2005
O ex-presidente do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND), August Hanning, foi preso nesta terça-feira (6) sob suspeita de espionagem, divulgação de segredos de Estado e tentativa de traição. Ele comandou o órgão entre 1998 e 2005 e foi detido em Bad Tölz-Wolfratshausen, na região da Baviera.
Um antigo chefe de gabinete de Hanning, identificado como Manfred D., também foi preso. Segundo a Procuradoria-Geral alemã, ele teria fornecido ao ex-chefe do BND centenas de documentos sigilosos em troca de pagamentos. As autoridades investigam se as informações chegaram a serviços de inteligência estrangeiros.
As investigações apontam que Hanning teria utilizado informações classificadas para preparar uma análise destinada a um agente de um serviço de inteligência estrangeiro. Ainda não está confirmado se o material chegou ao destinatário. Em outro episódio, o ex-chefe do BND é suspeito de manter contato próximo com um representante de outro serviço estrangeiro e de transmitir informações políticas com base, em parte, nos documentos recebidos.
Veja também
.jpg)
Trump autoriza execução por fuzilamento de militar condenado por massacre em Fort Hood
Chefe da polícia de Paris diz que protestos estudantis saíram do controle na França
De acordo com as autoridades alemãs, as suspeitas contra os dois começaram a ser investigadas depois de uma operação realizada em setembro de 2025. A apuração foi assumida pela Procuradoria-Geral Federal em maio de 2026, com participação do próprio BND e da Polícia Criminal Federal. Mandados de busca também foram cumpridos em propriedades dos investigados e em Berlim.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Hanning ocupou posições importantes na estrutura de segurança alemã por décadas e, após deixar o comando do BND, tornou-se secretário de Estado no Ministério do Interior. Ele e Manfred D. devem ser apresentados ao juiz responsável no Tribunal Federal de Justiça, que decidirá sobre a manutenção da prisão preventiva e formalizará as acusações.