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Ex-chefes de segurança de Israel pedem a Trump que colabore para acabar com a guerra em Gaza
Foto: Reprodução

Um grupo formado por cerca de 600 ex-altos funcionários de segurança de Israel, incluindo ex-chefes do Mossad, da agência de segurança interna Shin Bet, das Forças Armadas e do corpo diplomático, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pressione o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a encerrar a guerra na Faixa de Gaza. A solicitação foi feita em uma carta aberta divulgada nesta segunda-feira pelo movimento “Comandantes pela Segurança de Israel” (CIS).

 

“Sua credibilidade junto à maioria dos israelenses aumenta sua capacidade de orientar o premier na direção certa: acabar com a guerra, devolver os reféns, pôr fim ao sofrimento”, diz o documento, que teve entre os signatários três ex-chefes do Mossad, cinco ex-líderes do Shin Bet e três ex-chefes do Estado-Maior das Forças Armadas.

 

Em vídeo, o ex-diretor do Shin Bet, Ami Ayalon, afirma que o conflito já ultrapassou os limites de uma “guerra justa” e agora ameaça “a identidade moral do Estado de Israel”. A gravação, divulgada pela rádio do Exército no X, reforça que os signatários acumulam “mais de mil anos de experiência combinada em segurança nacional e diplomacia” e participaram dos processos decisórios mais sensíveis do país.

 

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O grupo pede que Trump atue de forma semelhante à que conduziu no Líbano, quando interveio politicamente para conter escaladas militares, afirmando que “é hora de fazer o mesmo em Gaza”. Segundo o texto, os dois principais objetivos militares da guerra — desmantelar o governo do Hamas e sua estrutura militar — já foram atingidos. “O terceiro objetivo, e o mais importante, só pode ser alcançado por meio de um acordo: trazer todos os reféns de volta para casa”, destaca a carta.

 

A guerra foi desencadeada pelo ataque do Hamas em território israelense no dia 7 de outubro de 2023, que deixou 1,2 mil mortos — a maioria civis — e resultou no sequestro de 251 pessoas, segundo dados oficiais. Das vítimas sequestradas, 49 seguem em cativeiro na Faixa de Gaza, e ao menos 27 teriam morrido, segundo o Exército de Israel. Como resposta, as operações israelenses na Faixa já mataram ao menos 60,4 mil pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas. Os números são considerados confiáveis pela ONU.

 

— Estamos à beira da derrota — diz Tamir Pardo, ex-chefe do Mossad, ressaltando que as condições humanitárias no enclave são “resultado direto das ações de Israel”. — Nos escondemos por trás de uma mentira que nós mesmos criamos. Essa mentira foi vendida ao público israelense, mas o mundo já entendeu que ela não corresponde à realidade.

 

Yoram Cohen, ex-diretor do Shin Bet, afirmou que o governo israelense está sob controle de uma minoria radical, sendo “conduzido em uma direção irracional por fanáticos messiânicos [que] ditam a política do país”. Os signatários reforçam que é necessário encerrar a guerra, resgatar os reféns, cessar o sofrimento de civis e estabelecer uma coalizão regional e internacional para apoiar a Autoridade Palestina — uma vez reformada — a oferecer uma alternativa viável ao Hamas.

 

O apelo ocorre em um momento de impasse nas negociações por um cessar-fogo. Há duas semanas, as tratativas colapsaram, com os Estados Unidos e Israel acusando o Hamas de não negociar em boa-fé — acusação que o grupo nega.

 

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Segundo o enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que visitou Israel no fim de semana, Washington está empenhado em costurar um acordo abrangente que leve ao fim da guerra e à libertação de todos os reféns. 

 

Fonte: O Globo

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