Cerimônia em Paris gerou dúvidas, mas especialistas explicam que “bênção” não é o mesmo que casamento sacramental na Igreja Católica.
O casamento do empresário Alexandre Negrão com Elisa Zarzur, realizado em Paris, chamou atenção nas redes sociais e levantou uma dúvida comum: é possível passar por uma nova cerimônia na Igreja Católica após um divórcio.
O empresário já havia sido casado religiosamente com a atriz Marina Ruy Barbosa em 2017. No entanto, segundo a doutrina católica, o matrimônio religioso é considerado um sacramento e não pode ser dissolvido apenas com o divórcio civil.
Apesar das especulações, a celebração realizada pelo casal não foi apresentada como um novo casamento religioso sacramental. O convite do evento indicava que se tratava de uma “Celebração da Bênção”, um tipo de rito com natureza diferente do matrimônio.
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Na prática, a bênção tem caráter simbólico e espiritual, funcionando como um momento de oração e acolhimento do casal. Já o casamento religioso, na Igreja Católica, é a celebração formal do sacramento do matrimônio.
Por isso, a cerimônia não é considerada um novo casamento religioso perante a Igreja.
Dentro da doutrina católica, um casamento válido permanece reconhecido mesmo após o divórcio civil. Assim, uma nova união religiosa só pode ocorrer após o processo de nulidade matrimonial, quando a Igreja avalia se o primeiro casamento foi válido desde o início.
Esse procedimento, conhecido popularmente como “anulação”, não invalida a história do relacionamento nem interfere na legitimidade dos filhos, mas analisa se havia impedimentos no momento da celebração original.
Cada caso é analisado por tribunais eclesiásticos, que verificam fatores como consentimento, intenção de permanência da união e possíveis impedimentos canônicos.
No caso de Alexandre Negrão, não há informações públicas sobre qualquer processo de nulidade relacionado ao casamento anterior. Como a cerimônia com Elisa Zarzur foi uma bênção religiosa, ela não se enquadra nas mesmas regras de um novo matrimônio sacramental.
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No fim, o episódio acabou chamando atenção não apenas pelo evento em si, mas também por esclarecer uma diferença importante: nem toda cerimônia realizada na Igreja Católica representa, de fato, um casamento religioso.