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Ex-diretor da Abin diz ao STF que avisou governo de transição sobre caráter golpista de acampamentos
Foto: Reprodução

Saulo Moura da Cunha afirmou que relatórios apontaram presença de pessoas com discursos extremistas em movimento

O ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo Moura da Cunha afirmou nesta terça-feira, em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), que a agência comunicou ao governo de transição, no fim de 2022, sobre a presença de "pessoas com discursos extremistas" nos acampamentos realizados em frente a unidades militares naquela época.

 

Cunha afirmou que ela próprio participou da elaboração dos relatórios e que as informações foram repassadas para membros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Polícia Federal (PF) que atuavam na equipe de transição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

— Ainda no governo de transição, nós encaminhamos relatórios sobre a presença de pessoas com discursos extremistas que foram entregues a membros do governo de transição. Foram entregues ao GSI e aos representantes da Polícia Federal — afirmou.

 

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De acordo com ele, esses relatórios não tratavam apenas do acampamento em Brasília — montado em frente ao Quartel-General do Exército — mas também de outros de "grande porte", como o realizado no Rio de Janeiro.

 

Cunha ocupou a chefia da Abin nos dois primeiros meses do ano, enquanto a agência ainda não tinha uma indicação oficial. Ele prestou depoimento nesta terça como testemunha de defesa do ex-ministro Anderson Torres na ação penal que analisa se ocorreu uma tentativa de golpe de Estado.

 

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O ex-diretor da Abin confirmou que a agência enviou diversos alertas ao governo federal sobre a preparação para os atos golpistas do 8 de janeiro. De acordo com ele, na véspera da manifestação também foi feito um contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. 

 

Fonte: O Globo

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