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Ex-funcionária de 'culto sexual' diz ter sido treinada a ter orgasmos com 'qualquer pessoa na rua'
Foto: Reprodução

Fundadora da OneTaste e sua diretora de vendas estão sendo julgadas em tribunal de Nova York por abusos sexuais

Uma ex-funcionária do "culto sexual" OneTaste descreveu em detalhes em tribunal de Nova York (EUA), na quarta-feira (7/5), os cursos "práticos" oferecidos pela startup de bem-estar — incluindo um "treinamento" que ela tivesse orgasmos "com qualquer pessoa na rua".

 

Becky, que alega ser vítima do chamado "culto do orgasmo", cujo nome completo não foi divulgado, foi a primeira testemunha de acusação no julgamento contra a fundadora do OneTaste, Nicole Daedone, de 58 anos, e a sua ex-chefe de vendas, Rachel Cherwitz.

 

Como funcionária — ganhando US$ 2.000 (cerca de R$ 11,5 mil) por mês —, esperava-se que a mulher, então com 23 anos, praticasse meditação orgástica (OM) com outros membros do OneTaste e com clientes em potencial, revelou ela.

 

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"A expectativa era que eu estivesse aberta a praticar OM com qualquer pessoa na rua", disse Becky, agora grávida e com quase 40 anos, ao tribunal. "Eu tinha que estar excitada o tempo todo. Era realmente mal visto dizer que você não estava com vontade", completou a tstemunha.

 

Na terça-feira (6/5), nas considerações iniciais, a advogada de Nicole se voltou para as vítimas, afirmando que elas "se divertiram muito".

 

Nicole Daedone dirigia a OneTaste, considerada um 'culto do orgasmo' — Foto: Reprodução/Instagram

Nicole Daedone dirigia a OneTaste, considerada um

'culto do orgasmo' (Foto: Reprodução/Instagram)
 

"Na época, eles estavam se divertindo muito. Pessoas adultas tomavam decisões adultas que não queriam aceitar", afirmou Jennifer Bonjean. "Agora eles são casados, têm filhos e não querem que seus vizinhos saibam o que faziam aos 20 anos", acrescentou a defensora, de acordo com o "NY Post".

 

O julgamento acontece quase dois anos depois de Nicole e Rachel serem acusadas de aliciar membros para fazer sexo com investidores e clientes num esquema flagrante que durou 14 anos até ser encerrado em 2018.

 

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"Eles trabalhavam porque lhes ensinaram que o caminho para a iluminação era obedecer às exigências dos réus", disse o procurador-assistente dos EUA, Sean Fern, ao tribunal. 

 

Fonte: Extra

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