Paulo Henrique Costaa deve assinar termo de confidencialidade na próxima semana
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, deve entregar em junho os anexos de sua delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, em um movimento que pode ampliar ainda mais o alcance das investigações do chamado caso Master.
Segundo informações ligadas à apuração, a expectativa é de que o ex-dirigente detalhe como funcionava a movimentação financeira investigada pelas autoridades, incluindo possíveis transferências de recursos dentro do Brasil e também para o exterior.
Investigadores acreditam que os depoimentos podem ajudar a rastrear o fluxo do dinheiro ligado às operações suspeitas envolvendo o Banco Master, administrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como peça central do escândalo financeiro que abalou o setor bancário e político do país.
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A delação de Paulo Henrique Costa é tratada como uma das mais sensíveis da investigação porque ele esteve à frente do BRB durante negociações e operações bilionárias envolvendo o Master. A Polícia Federal suspeita que o esquema tenha movimentado valores ocultos por meio de empresas, offshores e operações financeiras consideradas atípicas.
Nos bastidores, autoridades avaliam que os novos anexos podem atingir empresários, operadores financeiros e políticos ligados ao caso, além de detalhar conexões internacionais usadas para circulação de recursos.
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O escândalo do Banco Master segue produzindo desdobramentos explosivos e já é apontado por investigadores como uma das maiores crises do sistema financeiro brasileiro nos últimos anos.