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Ex-presidente do BRB teria recebido R$ 74 milhões em esquema investigado pela Polícia Federal
Foto: Divulgação

Decisão do STF aponta uso de imóveis e empresas para ocultar suposta propina em negociações financeiras

A Polícia Federal aponta que o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, recebeu mais de R$ 74 milhões em pagamentos relacionados a um suposto esquema de propina envolvendo negociações com o Banco Master.

 

A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a prisão do ex-dirigente nesta quinta-feira (16). Segundo o documento, o valor está ligado à aquisição de seis imóveis que fariam parte de um acordo ilícito, cujo total poderia chegar a R$ 146,5 milhões.

 

De acordo com a investigação, os pagamentos só não foram concluídos integralmente porque o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, teria tomado conhecimento da apuração sigilosa em andamento e interrompido as transações.

 

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Os investigadores identificaram seis empreendimentos vinculados ao esquema, sendo quatro em São Paulo e dois em Brasília. Entre eles estão os projetos Heritage, Arbórea, One Sixty, Casa Lafer, Ennius Muniz e Valle dos Ipês. Parte significativa dos valores já teria sido paga, ultrapassando R$ 74 milhões.

 

Segundo a decisão judicial, o grupo utilizava fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro e disfarçar a titularidade dos bens. A estrutura envolveria intermediários e pessoas ligadas aos investigados, incluindo familiares.

 

OPERAÇÃO E PRISÕES

 

O caso faz parte da quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de lavagem de dinheiro voltado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

 

Além de Paulo Henrique Costa, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, suspeito de atuar na criação da estrutura financeira usada para viabilizar e esconder as transações.

 

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A defesa do ex-presidente do BRB afirma que ele não cometeu irregularidades e considera a prisão desnecessária. Já a Polícia Federal segue analisando provas e rastreando movimentações financeiras para esclarecer a extensão do esquema. 

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