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Ex-treinadora de Calderano lidera ranking aos 50 anos e mira Los Angeles:
Foto: Reprodução

Valesca Maranhão desistiu da aposentadoria, voltou a jogar depois de sete anos afastada e conquistou o primeiro lugar do ranking nacional feminino de tênis de mesa

Desistir da aposentadoria e voltar a jogar tênis de mesa depois de sete anos parada parecia impossível, mas Valesca Maranhão não só conseguiu, como alcançou a primeira colocação do ranking aos 50 anos. Ex-treinadora do fenômeno Hugo Calderano, Valesca atingiu o top 1 do ranking nacional feminino no fim do ano passado e ainda mantém a posição. Agora, a meta é voltar a vestir a camisa da seleção brasileira rumo a Los Angeles 2028.

 

Valesca decidiu parar de jogar em 2015, mas nunca se afastou do tênis de mesa. Nesse período de aposentadoria, coordenou projetos ligados ao esporte e se profissionalizou como treinadora e gestora. Ainda longe das quadras, Valesca se arriscou até como comentarista do sportv nas Olimpíadas de Tóquio, quando percebeu que sentia falta da vida de atleta.

 

— Fiquei sete anos parada, depois de 30 anos como atleta. Depois que comentei as Olimpíadas de Tóquio, me deu muita vontade de voltar a jogar. Vi grandes atletas jogando, inclusive o Hugo, e a vontade bateu. Quando expressei isso, consegui um staff. Quando a gente decide voltar depois de mais velha, é difícil. O corpo responde diferente. Mas eu tive muito apoio e consegui. É uma vitória e estou muito feliz com isso tudo — disse Valesca.

 

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O retorno às quadras foi em abril de 2022, mas Valesca só voltou a competir em agosto. Participou de várias competições, ganhando até de atletas da seleção brasileira, e assumiu o top 1 do ranking nacional em dezembro.

 

— Antigamente, o pessoal falava que com 50 anos a gente já está velha, fadada a ficar em casa. Fico muito feliz por poder inspirar muitas outras mulheres com essa decisão de voltar. Hoje as coisas mudaram. A mulher é gestora, empoderada, dona da sua vida. É questão de saúde mental, impulsionar outras mulheres a conquistarem o que elas podem — completou.

 

Figura carimbada na seleção brasileira desde os 14 anos de idade, quando começou na base, Valesca sonha defender o Brasil novamente. Com os Jogos Pan-Americanos de 1995 e um Mundial no currículo, ela ainda quer disputar as Olimpíadas e acredita na participação em Los Angeles 2028.

 

— Quando voltei, sabia que viria para brigar. Eu me conheço, não consigo fazer nada mais ou menos. A meta é tentar entrar na seleção brasileira. Chegar no melhor que eu posso. Tivemos uma chilena de 56 anos nas Olimpíadas de Paris, então acho que ainda estou no lucro né (risos). Primeira do ranking, acho que dá para sonhar com Los Angeles. Quem sabe eu tenha essa oportunidade — projetou.

 

A carreira como treinadora começou há alguns anos. Além de Hugo Calderano, Valesca treinou também a atleta paralímpica Sophia Kelmer. A jogadora lembrou o orgulho que sentiu quando comentou os jogos de Hugo em Tóquio 2020.

 

— O Hugo sempre teve talento. Ele participava da escolinha do Fluminense e os pais entraram em contato comigo para focar no profissional. Treinei o Hugo dos 12 aos 14 anos, depois ele assinou contrato lá na Europa e voou. Foi difícil comentar os jogos dele (risos), tive que ser muito racional, mas o coração bateu mais forte.

 

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Atualmente, Valesca concilia os treinos com o trabalho como técnica em projetos sociais e no Centro de Treinamento Niterói, no Rio de Janeiro. Valesca também é treinadora do atleta Gabriel Mataruna, outra promessa do tênis de mesa paralímpico para Los Angeles 2028.

 

Fonte: GE

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