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Exame de sangue pode identificar sinais do Alzheimer anos antes dos primeiros sintomas, aponta estudo
Foto: Divulgação

A pesquisa acompanhou 1.350 pessoas com idades entre 56 e 69 anos

Um exame de sangue simples pode ajudar a detectar alterações associadas ao Alzheimer muitos anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas da doença. A descoberta foi apresentada em um estudo publicado na revista científica *The Lancet*, que analisou biomarcadores relacionados ao desenvolvimento da condição em adultos de meia-idade sem sinais aparentes de demência.

 

A pesquisa acompanhou 1.350 pessoas com idades entre 56 e 69 anos. Mesmo sem apresentar comprometimento cognitivo, cerca de 6% dos participantes já possuíam níveis alterados de proteínas beta-amiloide e tau, consideradas marcadores biológicos importantes do Alzheimer.

 

Segundo os pesquisadores, os indivíduos que apresentavam essas alterações tiveram maior probabilidade de desenvolver dificuldades cognitivas leves ao longo do tempo, principalmente em funções relacionadas à memória verbal e à velocidade de processamento das informações. No entanto, os cientistas ressaltam que a presença desses biomarcadores não significa, necessariamente, que a pessoa desenvolverá a doença.

 

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O estudo reforça a importância da identificação precoce de fatores de risco, permitindo que futuras estratégias de prevenção e tratamento sejam adotadas antes do surgimento dos sintomas. Entre as medidas apontadas pelos especialistas estão a prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e o acompanhamento médico contínuo.

 

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores alertam que o exame ainda não é recomendado para rastreamento em larga escala da população. Um dos motivos é a possibilidade de resultados falso-positivos, que podem causar preocupação desnecessária e aumentar a demanda por avaliações complementares.

 

Atualmente, a detecção precoce do Alzheimer depende, em grande parte, de exames de imagem cerebral e análises do líquido cefalorraquidiano, métodos mais invasivos e de custo elevado. Nesse cenário, os testes sanguíneos surgem como uma alternativa mais acessível e menos complexa.

 

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Os autores destacam que novas pesquisas serão necessárias para compreender melhor a evolução desses biomarcadores ao longo dos anos e determinar quais pessoas realmente desenvolverão demência no futuro. A expectativa é que os avanços contribuam para transformar o diagnóstico e o tratamento do Alzheimer nas próximas décadas.
 

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