Pesquisa com quase 400 mil pacientes associa marcador inflamatório a maior probabilidade de demência no curto e no longo prazo
Um exame de sangue simples pode ajudar a identificar o risco de desenvolvimento do Alzheimer muitos anos antes do surgimento dos primeiros sintomas, segundo estudos recentes na área de neurologia.
A tecnologia se baseia na detecção de biomarcadores no sangue, especialmente proteínas associadas à doença, como a p-tau217. Essas substâncias estão ligadas ao acúmulo de placas no cérebro, um dos principais fatores do Alzheimer.
De acordo com pesquisas, essas alterações biológicas podem começar a se desenvolver entre 20 e 30 anos antes dos sintomas clínicos, como perda de memória e dificuldades cognitivas.
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Os testes têm apresentado níveis de precisão superiores a 90% em alguns estudos, o que os aproxima dos exames considerados padrão no diagnóstico, como análise de líquor e tomografias, métodos mais caros e invasivos.
Especialistas destacam que a principal vantagem está no diagnóstico precoce. Identificar o risco antes do aparecimento dos sintomas pode permitir intervenções antecipadas, acompanhamento médico mais próximo e até retardar a progressão da doença.
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Apesar dos avanços, os exames ainda estão em fase de validação e não fazem parte da rotina da maioria dos sistemasde saúde. A expectativa é que, com mais estudos, o método se torne mais acessível e passe a integrar o diagnóstico clínico no futuro.