A revisão realizada pela equipe, que envolveu 2.724 ensaios clínicos, contou com mais de 250 mil participantes no total
“Em particular, descobrimos que os benefícios foram entregues rapidamente – com ganhos claros dentro de 1-3 meses, destacando que mesmo pequenas explosões de atividade podem fazer uma grande diferença. Também sinaliza que experimentar novas atividades pode desempenhar um papel fundamental em manter o cérebro engajado e ativo”, afirma o pesquisador principal, Ben Singh, em comunicado.
A revisão realizada pela equipe, que envolveu 2.724 ensaios clínicos, contou com mais de 250 mil participantes no total. Dessa forma, o estudo de grande escala também descobriu quais atividades físicas podem ser especialmente benéficas.
Os exercícios de baixa a moderada intensidade tiveram os maiores benefícios para a função cerebral e memória. Com eles, as crianças e adolescentes apresentaram as maiores melhorias na memória, enquanto pessoas com TDAH apresentaram os maiores ganhos na função executiva, reduzindo a impulsividade e melhorando o foco.
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“O exercício tem um efeito profundo na saúde física, mas também sabemos que ele beneficia a função cerebral. O que este estudo confirma é que mesmo exercícios de baixa intensidade – como ioga ou caminhada – podem melhorar a cognição, tornando-os acessíveis a pessoas de todas as idades e habilidades”, ressalta Singh.
Assim como foi observado que ioga, tai chi e exergames (jogos de vídeo ativos) proporcionaram os benefícios cognitivos mais significativos. Estes achados foram publicados na revista científica British Journal of Sports Medicine. “Esta é uma descoberta encorajadora, pois sugere que atividades envolventes e de baixo impacto podem oferecer benefícios cognitivos reais”, pontua o pesquisador principal.

Dessa forma, a outra pesquisadora da equipe, a pesquisadora sênior e professora Carol Maher, destaca que as atividades físicas devem ser incentivadas como uma estratégia de saúde cognitiva em todas as idades e níveis de condicionamento físico. “O declínio cognitivo e as doenças neurodegenerativas são preocupações crescentes de saúde global, ressaltando a necessidade urgente de identificar estratégias eficazes para preservar e melhorar a função cognitiva ao longo da vida”, diz Maher.
BENEFÍCIOS SÃO SENTIDOS ATÉ 24 HORAS DEPOIS
Uma pesquisa conduzida pela University College London (UCL) descobriu que pessoas que fizeram atividade física moderada a vigorosa em um determinado dia tiveram melhor desempenho em testes de memória no dia seguinte do que aqueles que fizeram exercícios mais leves.

Fotos: Reprodução
Isso ocorre porque, a curto prazo, o exercício aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro e estimula a liberação de neurotransmissores como norepinefrina e dopamina, que auxiliam em diversas funções cognitivas. Pesquisadores acreditam que essas alterações neuroquímicas duram até algumas horas após o exercício.
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De acordo com os cientistas, atividade moderada ou vigorosa pode significar qualquer movimento que aumente a frequência cardíaca, como por exemplo: uma caminhada rápida, dança ou subir alguns lances de escada. "Nossas descobertas sugerem que os benefícios da atividade física para a memória de curto prazo podem durar mais do que se pensava, possivelmente até o dia seguinte, em vez de apenas algumas horas após o exercício”, disse Mikaela Bloomberg, da University College London.
Fonte: O Globo