Bombardeios do fim de semana mataram 14 pessoas, provocaram danos físicos e levaram ao cancelamento de voos à capital do país; Irã se ofereceu para mediar crise
Explosões foram registradas na noite desta segunda-feira em Riad, capital da Arábia Saudita, em meio a uma onda de ataques atribuídos aos rebeldes houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã. As autoridades sauditas emitiram alertas à população e informaram que sistemas de defesa aérea interceptaram mísseis disparados contra o território do país.
Segundo jornalistas da agência de notícias AFP, explosões foram ouvidas na capital saudita. Um comunicado de alerta orientou os moradores a permanecerem em ambientes fechados, longe de portas e janelas, diante da ameaça aérea. Até o momento, não está claro se os estrondos registrados em Riad foram provocados pelas interceptações.
A ofensiva houthi contra a Arábia Saudita se intensificou na última semana. No sábado, um ataque deixou 14 mortos e mais de 300 feridos, segundo as informações divulgadas. O agravamento da crise aumentou a preocupação com a segurança do país e provocou reflexos no mercado internacional de petróleo, com o barril chegando a US$ 105 nesta segunda-feira.
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Mais cedo, a emissora estatal saudita Al Ekhbariya informou que forças da coalizão militar apoiada por Riad responderam a ameaças de mísseis e drones lançados do território iemenita. Um míssil balístico que seguia em direção à cidade de Khamis Mushait, no sul do país, foi interceptado. Na noite de domingo, um ataque ao aeroporto de Dammam, no leste saudita, deixou uma pessoa morta e outras 11 feridas.
Diante da escalada dos ataques, as autoridades anunciaram o fechamento temporário do aeroporto de Riad para a realização de verificações de segurança. Companhias aéreas também suspenderam operações. A Etihad cancelou voos com chegada ou partida na capital saudita até 19 de outubro, enquanto a Gulf Air suspendeu suas operações até sábado (17).
O governo saudita prometeu responder com rigor à ofensiva. Durante um fórum internacional de energia realizado no país, o ministro da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou que a resposta aos ataques deverá ser proporcional à gravidade dos acontecimentos e destacou os impactos sobre a infraestrutura e a segurança energética.
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Os houthis, por sua vez, declararam que aeroportos e instalações petrolíferas sauditas não são considerados áreas seguras e podem se tornar alvos de novas operações militares. O grupo excluiu as cidades sagradas de Meca e Medina das áreas de conflito.
A crise também mobiliza potências internacionais. No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou os ataques como inaceitáveis e afirmou que avaliaria a possibilidade de envolvimento americano no conflito.
Já o Irã se ofereceu para ajudar a mediar a crise. Em conversa com o chanceler saudita, Faisal bin Farhan, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, defendeu uma solução política e alertou que a continuidade das ações militares pode agravar a situação. O governo saudita confirmou o contato entre os dois ministros, mas não mencionou uma oferta formal de mediação.
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A intensificação dos confrontos aumenta a preocupação com o abastecimento global de energia, em um momento de instabilidade no Oriente Médio e de restrições no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.