De Manaus, a Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA, integrante do projeto artístico Direito à Memória, estreou em São Luís
Uma exposição artística tem chamado atenção ao propor uma releitura crítica de registros históricos que retrataram pessoas negras e indígenas de forma racista e desumanizada. Intitulada “Costura de Cores Ancestrais – A Retomada”, a mostra busca reconstruir essas narrativas a partir de um olhar mais humano e respeitoso.
A iniciativa foi idealizada pela artista manauara Keila-Sankofa e tem como base fotografias produzidas durante uma expedição científica do século XIX, conhecida por carregar visões racistas da época.A exposição utiliza intervenções artísticas para ressignificar essas imagens, devolvendo identidade, história e dignidade às pessoas retratadas.
Segundo a idealizadora, o objetivo é combater o apagamento histórico e questionar teorias racistas que ainda influenciam a sociedade atual. A proposta é apresentar essas figuras não como objetos de estudo, mas como indivíduos com cultura, origem e histórias próprias, que foram ignoradas ou distorcidas ao longo do tempo.
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A mostra também integra o projeto “Direito à Memória”, que desde 2019 atua na valorização de narrativas negras e indígenas por meio da arte. Além da exposição, a programação inclui atividades educativas, como minicursos e debates sobre memória, racismo e reparação histórica.

Foto: Divulgação
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Após passar por diferentes espaços em Manaus, a exposição agora chega a outros estados, ampliando o alcance da discussão e reforçando a importância de revisitar o passado para construir uma memória mais justa e inclusiva.