Uma mulher exibe um cartaz com a imagem de Marine Le Pen durante evento de apoio à líder da extrema direita, no dia 5 de abril de 2025, na cidade de Marselha
A extrema direita francesa convocou, neste domingo (6), uma manifestação em Paris em apoio à sua líder, Marine Le Pen, condenada a quatro anos de prisão e cinco de inabilitação política, a dois anos das próximas eleições presidenciais.
O partido Reagrupamento Nacional (RN) convocou uma manifestação às 13H00 GMT (10h00 em Brasília) em Les Invalides, o emblemático edifício parisiense que abriga o túmulo de Napoleão.
O protesto surge na sequência da condenação, na segunda-feira, de sua líder, Marine Le Pen, por desvio de fundos públicos quando era deputada ao Parlamento Europeu.
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A condenação representou um "terremoto político" na França, segundo a imprensa, sobretudo quando a política de 56 anos aparecia forte nas pesquisas presidenciais.
Dois outros protestos acontecerão simultaneamente. O primeiro foi convocado pelo partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI) e por ambientalistas na Place de la République, na capital francesa.
O segundo, planejado há meses, ocorrerá em Saint-Denis, a norte de Paris, e foi organizado pelo partido centrista Renascença, próximo ao campo presidencial.
O Tribunal Correcional de Paris condenou Le Pen a cinco anos de inabilitação imediata e a dois de prisão, que poderá cumprir em regime domiciliar com tornozeleira eletrônica.
A Justiça condenou seu partido e outras 24 pessoas por pagarem com o dinheiro do Parlamento Europeu os funcionários de sua legenda entre 2004 e 2016. A execução imediata da inelegibilidade frustra sua ambição presidencial, após as derrotas em 2017 e em 2022 no segundo turno para Macron.
A líder parlamentar do RN, que sempre defendeu sua inocência, enfatizou neste domingo que desafiaria a decisão por via "democrática" e "pacificamente", citando a luta pelos direitos civis do reverendo Martin Luther King Jr nos Estados Unidos.
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''Seguiremos o exemplo de Martin Luther King, que defendeu os direitos civis" porque "são os direitos civis dos franceses que estão sendo questionados hoje", disse a deputada por videoconferência, dirigindo-se aos congressistas da Liga Italiana, o partido anti-imigração de Matteo Salvini, reunidos em Florença.
Fonte: iG