Imagens obtidas pela polícia e registros de moradores mostram ataques com explosivos lançados por drones, danos a casas, feridos e o avanço de uma nova frente na disputa entre grupos criminosos
A disputa entre facções criminosas no Rio de Janeiro ganhou uma nova dimensão. Criminosos passaram a utilizar drones adaptados para transportar e lançar explosivos durante confrontos, transformando os equipamentos, antes usados principalmente para monitoramento, em mais uma arma na guerra pelo controle de territórios.
A nova estratégia já chamou a atenção das forças de segurança. Investigações e documentos oficiais do governo do Rio apontam que criminosos utilizam drones para acompanhar a movimentação de policiais, transportar materiais ilícitos e realizar ataques. O próprio Estado trabalha na implantação de sistemas capazes de detectar e neutralizar essas aeronaves.
A tática também passou a ser associada a métodos utilizados em conflitos internacionais. Segundo o secretário de Segurança do Rio, Victor Santos, integrantes de facções teriam se inspirado em estratégias empregadas na guerra entre Rússia e Ucrânia. A facilidade para comprar drones pela internet também preocupa as autoridades.
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O uso dos equipamentos já foi registrado em diferentes regiões do Rio. Em julho, moradores chegaram a registrar criminosos utilizando drones para lançar granadas durante confrontos entre grupos rivais. A tecnologia passou a permitir que ataques sejam realizados à distância, aumentando o risco para policiais e moradores das comunidades.
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A escalada preocupa porque os drones conseguem observar movimentações em tempo real e alcançar locais que antes eram mais difíceis de atingir. Com isso, as forças de segurança passaram a enfrentar uma ameaça que não está apenas nas ruas, mas também no espaço aéreo das comunidades.