Relatório da OMS aponta queda de casos, mas alerta para falhas em testagem, prevenção e acesso a remédios que mantêm doenças em circulação
O combate ao HIV avançou nos últimos anos, mas a erradicação da doença como ameaça à saúde pública ainda está distante. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que falhas na prevenção, na testagem e no acesso ao tratamento continuam dificultando o controle do vírus.
Segundo o levantamento, o número de novas infecções por HIV caiu 42% desde 2010, enquanto as mortes relacionadas à aids recuaram 57%. Atualmente, milhões de pessoas vivem com HIV e dependem do tratamento antirretroviral para controlar a infecção.
Apesar dos avanços, a OMS alerta que o ritmo atual ainda não é suficiente para alcançar as metas estabelecidas para 2030. Cortes de recursos destinados às ações de saúde podem comprometer principalmente programas de prevenção, diagnóstico e acompanhamento de pacientes.
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O diagnóstico tardio também continua sendo um desafio. Como a infecção pode permanecer sem sintomas por anos, muitas pessoas descobrem o HIV apenas quando a doença já está avançada. A redução do uso de preservativos e a falta de informação também preocupam especialistas.
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Para avançar no controle da doença, especialistas defendem o fortalecimento da prevenção, a ampliação da testagem e a garantia de acesso contínuo ao tratamento. A manutenção dos investimentos em saúde é considerada fundamental para reduzir novas infecções e evitar retrocessos no combate ao HIV.