Marcos Rodrigues Fontana, de 65 anos, havia registrado queixa de ameaças dias antes de ser localizado sem vida; morte é tratada como suspeita pela Polícia Civil.
Marcos Rodrigues Fontana, de 65 anos, condenado por se passar por padre e cobrar por celebrações religiosas, foi encontrado morto na manhã de quinta-feira (5), em um apartamento na Alameda Barão de Limeira, no bairro Campos Elíseos, região central de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Segundo informações da ocorrência, o corpo foi localizado no imóvel onde ele morava. O boletim de ocorrência foi registrado no 2º Distrito Policial, no bairro Bom Retiro. A morte foi classificada como suspeita, e as circunstâncias ainda serão apuradas.
O companheiro de Fontana relatou aos policiais militares que atenderam à ocorrência que ele enfrentava problemas de saúde, incluindo hérnia abdominal e hipertensão arterial. Também teria apresentado episódios de convulsão.
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Fontana havia recebido alta médica na segunda-feira (2), depois de permanecer internado por 25 dias na Santa Casa de São Paulo. Dias antes de morrer, ele também havia registrado uma queixa de ameaças.
Na denúncia, o homem afirmou ter sido vítima de homofobia e ameaçado por outro indivíduo, descrito como um homem branco de aproximadamente 40 anos. Durante uma discussão, o suspeito teria dito que uma facada anterior “não seria nada” perto do que faria. O episódio também será considerado no contexto das investigações.

Foto: Reprodução
Em 2009, Fontana foi condenado pela Justiça de São Paulo por estelionato após se apresentar como integrante da Igreja Católica e cobrar por missas em velórios. Segundo a investigação da época, ele distribuía panfletos com contatos e oferecia celebrações religiosas mediante pagamento.
Em um dos casos, recebeu aproximadamente R$ 100 durante um velório e chegou a cobrar R$ 450 por uma missa de sétimo dia. A condenação foi de 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, posteriormente substituída por medidas alternativas, além de multa.
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Mesmo após a condenação, Fontana voltou a se apresentar como religioso e teria pedido dinheiro a fiéis sob a justificativa de manter um orfanato. Uma das pessoas que denunciaram o caso foi a artista plástica Elisa Stecca, que relatou ter mantido contato com ele por mais de dez anos. A morte permanece sob investigação, e ainda não há conclusão oficial sobre a causa.