Estudantes de Parintins protestaram contra problemas na alimentação, enquanto famílias relatam dificuldades em outras cidades e o Ministério Público apura possíveis irregularidades.
A falta de merenda escolar tem provocado reclamações de estudantes e preocupação entre familiares em municípios do interior do Amazonas. Os relatos envolvem unidades de ensino de Parintins, Boa Vista do Ramos e Benjamin Constant, onde há registros de problemas no fornecimento de alimentos e, em um dos casos, na oferta de água potável.
Em Parintins, estudantes do Centro de Educação em Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves realizaram uma manifestação na segunda-feira (26) para cobrar melhorias na alimentação escolar. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), os alunos ficaram sem café da manhã e receberam um almoço improvisado.
O problema teria ocorrido após trabalhadores terceirizados responsáveis pelo preparo das refeições interromperem as atividades devido à falta de pagamento dos salários. Na ocasião, as aulas foram encerradas mais cedo, afetando a rotina dos estudantes que permanecem na escola em tempo integral.
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O Sinteam manifestou apoio aos alunos e aos trabalhadores e cobrou providências da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM). A entidade defende a regularização dos pagamentos e a garantia das condições necessárias para o funcionamento adequado da unidade.
Em Boa Vista do Ramos, pais de alunos relataram problemas semelhantes na Escola Estadual de Tempo Integral Professor Raimundo Benedito Costa. A instituição atende 225 estudantes durante o dia e oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite. Segundo os relatos, a escola passou a funcionar em meio período, enquanto a empresa responsável pela merenda teria alegado falta de repasses do governo estadual.
Já em Benjamin Constant, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento administrativo para investigar possíveis falhas no fornecimento de merenda e água potável no Centro de Educação de Tempo Integral Aristélio Sabino. A apuração foi iniciada após uma solicitação do Sinteam apresentada em fevereiro de 2026.
Entre os relatos recebidos pelo Ministério Público estão situações em que estudantes estariam levando alimentos de casa para compartilhar com colegas. O órgão solicitou esclarecimentos à Seduc-AM, à Coordenadoria Regional de Educação e à direção da escola, incluindo informações sobre as refeições servidas, os cardápios, os contratos de fornecimento e as condições de armazenamento dos alimentos.
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Também está prevista uma inspeção na cozinha, na despensa e no refeitório da unidade de Benjamin Constant para verificar as condições de conservação dos alimentos e a disponibilidade de água potável. Até a divulgação das informações, não havia conclusão sobre as possíveis irregularidades investigadas pelo Ministério Público.