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Família de policial morta lança abaixo-assinado por perda de patente de oficial acusado
Foto: Divulgação

Parentes cobram punição rigorosa enquanto investigação aponta contradições na versão do suspeito

A família da policial militar Gisele Alves Santana, morta em fevereiro em São Paulo, iniciou um abaixo-assinado pedindo a perda da patente do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, apontado como principal suspeito do crime. O oficial, que era companheiro da vítima, está preso e responde por feminicídio e fraude processual.

 

Em vídeos divulgados nas redes sociais, os pais da policial apelam por apoio popular à iniciativa, defendendo que a mobilização pode contribuir para que o caso tenha uma resposta mais rigorosa das autoridades.

 

Paralelamente, o comando da Polícia Militar avalia medidas administrativas que podem resultar na expulsão ou demissão do oficial.

 

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Durante as investigações, o comportamento do tenente-coronel após a morte de Gisele chamou atenção. Em depoimento, ele afirmou que evitou contato com os familiares da vítima por orientação e receio de reação, o que foi questionado pelas autoridades responsáveis pelo caso.

 

A prisão preventiva do militar foi solicitada após laudos periciais descartarem a hipótese inicial de suicídio. Ele foi detido um mês após a morte da policial, em um condomínio em São José dos Campos, e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

 

Perícias realizadas no celular da vítima também trouxeram novos elementos à investigação. Mensagens apagadas teriam sido recuperadas, indicando que Gisele aceitava o fim do relacionamento, o que contraria a versão apresentada pelo suspeito de que ela não concordava com a separação.

 

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o aparelho da vítima foi manipulado, com a exclusão de conversas para sustentar a narrativa inicial. Horas após essas mensagens, Gisele foi baleada dentro do apartamento onde vivia com o companheiro, na região do Brás.

 

A policial, de 32 anos, chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Com o avanço das investigações e a análise da dinâmica do disparo, o caso passou a ser tratado como homicídio.

 

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O processo segue em andamento, enquanto familiares e autoridades acompanham os desdobramentos em busca de responsabilização dos envolvidos. 

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