Vídeo mostra médica mexendo no celular enquanto tentava reanimar paciente; defesa pede afastamento e cassação do registro profissional
A família da servidora pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Camila Nogueira acusa uma anestesista de “descaso” durante a cirurgia de retirada de pedra na vesícula e correção de hérnia, após vídeo mostrar a profissional usando o celular enquanto realizava reanimação manual.
De acordo com Paulo Menezes, marido de Camila e também médico, a paciente deveria estar conectada a um respirador durante a transferência do centro cirúrgico para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A anestesista ficava ajustando o aparelho com uma mão e com a outra no celular. Em certo momento, ela chegou a soltar o equipamento e permaneceu apenas no celular”, relatou.
A família e os advogados de Camila apontam uma série de supostas falhas médicas e solicitam o afastamento imediato e a cassação do registro profissional da anestesista Mariana Parahyba, bem como das cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti, integrantes da equipe cirúrgica.
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Segundo a representação encaminhada ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Camila apresentava episódios de apneia, mas os alarmes dos equipamentos teriam sido ignorados por mais de um minuto e 42 segundos. Ela permaneceu em sofrimento respiratório por cerca de 15 minutos e evoluiu para parada cardiorrespiratória às 11h16, identificada apenas às 11h18. A reanimação só teria ocorrido às 11h33, resultando em sequelas neurológicas permanentes.
Atualmente, Camila permanece em estado vegetativo, dependendo de auxílio para atividades básicas do dia a dia.
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O Cremepe informou que todas as denúncias e sindicâncias correm em sigilo processual, conforme o Código de Processo Ético-Profissional, garantindo que a investigação não seja comprometida.