A família do ajudante de pedreiro Hugo Aparecido Tomé, de 23 anos, denunciou uma grave falha durante o velório do jovem, realizado no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Segundo os parentes, o corpo colocado no caixão não era
A família do ajudante de pedreiro Hugo Aparecido Tomé, de 23 anos, denunciou uma grave falha durante o velório do jovem, realizado no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. Segundo os parentes, o corpo colocado no caixão não era o de Hugo, e funcionários da funerária teriam insistido, inicialmente, que não havia qualquer erro.
Hugo morreu na última terça-feira (28), após sofrer uma queda e bater a cabeça durante uma partida de futebol com amigos. Depois da liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML), a família contratou os serviços da empresa Cortel São Paulo, responsável pela administração do cemitério, pagando R$ 6.751,30 pelo funeral.
O problema foi descoberto logo no início da cerimônia, quando uma tia do jovem percebeu que a pessoa no caixão não era seu sobrinho. Além da aparência diferente, ela notou que a roupa utilizada também não correspondia àquela entregue pela família para o sepultamento.
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De acordo com os familiares, uma funcionária da funerária chegou a afirmar que a confusão poderia ser resultado do abalo emocional dos parentes. No entanto, a família insistiu que havia ocorrido uma troca de corpos.
Somente após a apresentação de um documento de identificação de Hugo, os funcionários reconheceram o equívoco. Foi então constatado que o corpo do jovem permanecia na clínica responsável pela preparação dos corpos para o velório.
A chegada do corpo ocorreu apenas por volta das 11h, quando o velório já deveria estar próximo do encerramento. Os parentes também relataram outro problema: Hugo foi levado em um caixão de papelão, diferente da urna contratada pela família, que havia sido utilizada para o outro corpo por engano.
Segundo os familiares, funcionários ainda sugeriram que a transferência do corpo para o caixão correto fosse realizada dentro da sala onde acontecia o velório. A proposta foi recusada pelos parentes, que consideraram a situação ainda mais constrangedora.
Após a correção do erro, a cerimônia foi concluída e o jovem foi sepultado. A família registrou um boletim de ocorrência, e o caso será investigado pelo 38º Distrito Policial (Vila Amália).
Os parentes afirmam que a empresa responsável pelo serviço funerário se comprometeu a devolver o valor pago pelo funeral, mas informaram que também pretendem buscar reparação na Justiça pelos transtornos e pelo sofrimento causado.
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Até a publicação do caso, a Cortel São Paulo não havia se manifestado sobre as acusações. O espaço permanece aberto para posicionamento da empresa.
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