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Farinha vegetal feita de fungo: entenda o alimento inovador e o que dizem especialistas
Foto: Reprodução/Unicamp

Tecnologia da Unicamp usa fungos da Amazônia e resíduos agrícolas para produzir ingrediente com cheiro de carne e maior valor nutricional

Uma nova categoria de alimentos feitos a partir de fungos vem ganhando atenção de consumidores e pesquisadores como alternativa às farinhas tradicionais de cereais. Produtos à base de micélio, que é a parte vegetativa dos fungos formada por uma rede de filamentos, podem ser processados e transformados em ingredientes com perfis nutricionais diferentes das farinhas convencionais. O micélio é conhecido por sua capacidade de absorver nutrientes e crescer em vários substratos, e por isso tem sido explorado em aplicações alimentares inovadoras.

 

Empresas e centros de pesquisa em alimentos plant?based estudam o uso de biomassa de fungos como fonte de proteína e carboidratos, criando farinhas funcionais que podem enriquecer produtos como pães, bolos e substitutos de carne. A transformação de micélio de fungos em alimento geralmente envolve um processo de cultivo controlado e secagem para formar um pó semelhante à farinha tradicional, que pode ser misturado a outras farinhas ou usado sozinho em receitas. Enzimas produzidas por fungos também são usadas em fermentações alimentares tradicionais, como a produção de tempeh, que une grãos por meio de crescimento fúngico.

 

Especialistas em segurança alimentar e nutrição destacam que, assim como qualquer novo alimento, farinhas feitas de fungos precisam passar por avaliações rigorosas de qualidade e regulamentação antes de serem amplamente adotadas no mercado. A segurança dos micélio?based foods depende da escolha de linhagens fúngicas seguras para consumo humano e de processos de produção que previnam contaminação por toxinas ou micróbios indesejados. Em muitos países, organismos reguladores avaliam novos ingredientes alimentares antes de permitir sua venda ao público.

 

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Nutricionalmente, farinhas de fungo podem oferecer proteínas, fibras e micronutrientes de forma diferente das farinhas de trigo ou milho, e podem ser atraentes para dietas veganas ou plant?based devido à ausência de ingredientes de origem animal. No entanto, a composição varia conforme a espécie de fungo e o método de processamento, e ainda há estudos em andamento para entender plenamente seus benefícios e possíveis limitações na alimentação humana.

 

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Antes de adotar farinhas de fungo ou qualquer alimento inovador na dieta, nutricionistas recomendam considerar sua alimentação de forma equilibrada, priorizando alimentos variados e naturais. A inclusão de ingredientes alternativos deve ser feita com orientação profissional, especialmente em dietas com fins específicos como emagrecimento, controle de glicemia ou objetivos de saúde. 

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