Para entender por que essa prática pode ser prejudicial, é preciso saber como a bexiga funciona
Quando crianças, muitos de nós éramos incentivados a fazer xixi antes de sair de casa ou sempre que um banheiro estivesse por perto. Havia um bom motivo: usar o banheiro por precaução ajudava a evitar acidentes, especialmente entre crianças que tendem a “segurar” a urina.
O hábito continua na fase adulta. Urologistas chamam essa prática de micção por conveniência ou micção proativa, e pessoas de todas as idades a praticam, muitas vezes antes de sair de casa ou de dormir.— Fazer isso ocasionalmente não causa grandes danos — diz Ariana Smith, professora de urologia da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos (EUA). — Mas repetir o hábito várias vezes ao dia pode aumentar o risco de problemas na bexiga, por interferir no circuito natural de comunicação entre bexiga e cérebro.
Para entender por que essa prática pode ser prejudicial, é preciso saber como a bexiga funciona. À medida que os rins filtram o sangue para eliminar resíduos, produzem urina, armazenada na bexiga. As mulheres podem armazenar até 500 mililitros de urina (cerca de dois copos); os homens, até 700 mililitros (quase três copos).
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Normalmente sentimos vontade de urinar bem antes de atingir esse limite, quando a bexiga contém entre 150 e 250 mililitros. Conforme enche, a bexiga envia sinais nervosos ao cérebro avisando que é hora de ir ao banheiro.
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Especialistas explicam que, ao urinar “por precaução”, a bexiga começa a avisar o cérebro cedo demais, antes de atingir a quantidade normal. — Essa interferência pode reduzir a capacidade da bexiga ao longo do tempo — explica Siobhan Sutcliffe, epidemiologista e professora de cirurgia na Universidade de Washington (EUA).
Fonte: O Globo