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Fazenda vê impacto 'limitado' de tarifaço de Trump e inflação de 4,8% neste ano
Foto: Reprodução

Apesar de relatório destacar crescimento econômico há projeção para desaceleração do crescimento e a inflação deverá ficar acima da meta de 4,5%

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda apresentou nesta quinta-feira a retrospectiva do cenário macroeconômico brasileiro em 2024 e as projeções para 2025. O relatório destaca um crescimento econômico acima do esperado no último ano, impulsionado pelo mercado de trabalho e crédito, mas aponta para uma desaceleração em 2025.

 

A queda do desemprego para 6,6% e o aumento da renda contribuíram para um consumo forte. No entanto, a inflação foi revisada de 3,6% para 4,8% em 2025, acima da meta, devido a choques cambiais e climáticos, o que levou o Banco Central a adotar uma política monetária mais rígida.

 

O Ministério da Fazenda reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 2,5% para 2,3%. Em 2024, o mercado financeiro espera que a economia brasileira tenha um crescimento de aproximadamente 3,5%.

 

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No campo fiscal, o governo implementou medidas para conter despesas e ampliar a arrecadação, alcançando um déficit primário de R$ 11 bilhões (0,1% do PIB), dentro do limite estabelecido pelo Novo Arcabouço Fiscal (NAF).

 

De acordo com a Fazenda, o impacto das tarifas de importação sobre ferro, aço e alumínio nos Estados Unidos devem exercer um impacto “limitado” nas exportações brasileiras, se vierem a ser efetivamente implementados.

 

Nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que impõe uma tarifa de 25% para importações de aço e alumínio para o país a partir do dia 12 de março.

 

— As exportações brasileiras de produtos de ferro, aço e alumínio para os Estados Unidos corresponderam a apenas 1,9% do valor total exportado pelo Brasil em 20242, mas a cerca de 40,8% do valor total de ferro, aço e alumínio exportado.

 

Nesse sentido, tarifas de 25% sobre importações de produtos de ferro, aço e alumínio devem ter impactos relevantes na indústria de metalurgia, porém limitados no total das exportações e no PIB brasileiro.O ministério ainda destacou que no ano de 2024, os EUA foram o segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás da China.

 

— Cerca de 15,5% do valor total importado pelo Brasil em 2024 vieram dos EUA, sendo a pauta bastante diversificada, com destaque para a importação de motores e máquinas não elétricos e para outros produtos da indústria de transformação. Do valor total exportado pelo Brasil em 2024, 12,0% foram para os Estados Unidos, sendo as exportações mais concentradas em alguns produtos, como petróleo, derivados de ferro e aço e aeronaves e peças — apontou a SPE.

 

Para 2025, a previsão é de desaceleração do crescimento para 2,3%, com inflação estabilizada em 4,8%. A alta dos preços seguirá influenciada pela desvalorização do real e pela inércia inflacionária.

 

A SPE também destaca que o cenário internacional traz desafios, como o protecionismo dos Estados Unidos e a possibilidade de desaceleração da economia chinesa.

 

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No Brasil, o governo manterá o controle das despesas e seguirá com medidas para fortalecer a arrecadação e garantir a estabilidade fiscal. A projeção para 2025 indica um ano de ajustes, com crescimento mais moderado e foco na sustentabilidade das contas públicas. 

 

Fonte: O Globo

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