Médica ginecologista explica relação entre infecção urinária em mulheres e o hábito de fazer xixi após o sexo; entenda
O hábito de urinar logo após a relação sexual é frequentemente recomendado por médicos, principalmente para mulheres, como forma de ajudar na prevenção de infecções urinárias. Apesar de bastante conhecido, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre os reais benefícios da prática e se ela deve ser adotada sempre após o sexo.
Especialistas explicam que o ato de fazer xixi após a transa pode auxiliar na eliminação de bactérias que eventualmente tenham chegado à uretra durante o contato íntimo. Isso acontece porque, durante a relação sexual, há atrito e proximidade com regiões que naturalmente concentram micro-organismos, aumentando o risco de infecção urinária, especialmente nas mulheres.
A anatomia feminina também favorece esse cuidado preventivo. Como a uretra das mulheres é menor do que a dos homens e fica próxima à vagina e ao ânus, as bactérias conseguem alcançar a bexiga com mais facilidade. Por isso, ginecologistas costumam orientar que urinar após o sexo pode ser uma medida simples para reduzir o risco de infecções recorrentes.
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Apesar disso, médicos ressaltam que o xixi pós-sexo não funciona como método contraceptivo e não impede gravidez. O tema, inclusive, costuma gerar confusão nas redes sociais e debates entre internautas. Em fóruns online, usuários lembram que urinar depois da relação não interfere na fecundação porque a urina sai pela uretra, enquanto os espermatozoides seguem pelo canal vaginal e pelo colo do útero.
Os especialistas também alertam que o hábito não elimina totalmente o risco de infecção urinária e tampouco protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O uso de preservativos continua sendo a principal forma de prevenção contra doenças transmitidas sexualmente.
Além de urinar após o sexo, médicos recomendam manter uma boa hidratação, higiene íntima adequada e evitar permanecer longos períodos sem ir ao banheiro. Em casos de sintomas como ardência ao urinar, dor pélvica, aumento da frequência urinária ou presença de sangue na urina, a orientação é procurar atendimento médico rapidamente.
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Embora o hábito seja mais associado às mulheres, profissionais afirmam que homens também podem adotar a prática como parte da higiene íntima. Ainda assim, o benefício preventivo costuma ser mais relevante para o público feminino devido às diferenças anatômicas do trato urinário.