Apresentadora afirma ter identificado irregularidades na administração de seu patrimônio, enquanto empresa contesta as acusações e diz ser autora da ação.
A apresentadora Fernanda Lima divulgou um posicionamento oficial sobre a disputa judicial envolvendo a Prada Administradora, empresa contratada para cuidar da gestão financeira e do planejamento patrimonial de seus investimentos. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, ela afirmou que a Justiça determinou a realização de uma perícia para esclarecer como seus recursos foram administrados durante a vigência do contrato.
Segundo Fernanda, a empresa era responsável pela administração de suas economias, mas a relação começou a se desgastar após ela tomar conhecimento de que parte dos recursos estaria sendo aplicada em investimentos fora do mercado de capitais. Diante da situação, a apresentadora solicitou o resgate dos valores.
Ainda conforme a nota, a Prada teria condicionado a liberação do dinheiro ao pagamento de uma multa contratual. A legalidade dessa cobrança passou a ser questionada na Justiça, dando origem ao processo.
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De acordo com a decisão da 32ª Vara Cível do Foro Central do Tribunal de Justiça de São Paulo, será realizada uma perícia técnica para analisar a forma como os recursos foram administrados, os serviços prestados pela empresa e se os investimentos realizados eram compatíveis com o perfil financeiro informado por Fernanda Lima.
O laudo pericial também deverá verificar se houve eventuais prejuízos causados pela administração do patrimônio, identificar qual das partes deu causa ao encerramento do contrato e avaliar se existe fundamento para a cobrança da multa prevista no acordo.
A disputa teve início após o fim da relação contratual entre Fernanda Lima e a Prada Administradora. Segundo a empresa, a apresentadora deixou de pagar aproximadamente R$ 106 mil referentes aos serviços finais prestados após o encerramento do contrato, motivo pelo qual ingressou com uma ação judicial para cobrar o valor.
Já Fernanda sustenta que decidiu romper o contrato ao identificar falta de transparência na prestação de contas, aplicações consideradas incompatíveis com seu perfil de investidora e investimentos que, segundo ela, não teriam sido previamente autorizados.
Em nota, a Prada Assessoria informou que é autora da ação judicial e não ré em um processo por suposta má gestão patrimonial. A empresa afirmou ainda que a perícia determinada pela Justiça faz parte do andamento normal do processo e destacou que não comenta detalhes de contratos firmados com clientes, em respeito à confidencialidade das relações comerciais.
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A decisão sobre o caso dependerá do resultado da perícia e da análise das provas que serão produzidas ao longo do processo judicial.