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Festival FIINSA reúne investidores e lideranças para fortalecer a economia sustentável da Amazônia
Foto: Divulgação

Evento começa nesta terça-feira (3), em Manaus, e segue até quinta-feira (5), com debates sobre bioeconomia, investimentos de impacto, empreendedorismo e valorização das comunidades amazônicas.

Manaus recebe, a partir desta terça-feira (3), a quarta edição do Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA). O encontro segue até quinta-feira (5) e reúne investidores, empresários, empreendedores, pesquisadores, lideranças indígenas e representantes de organizações nacionais e internacionais para discutir caminhos para o desenvolvimento econômico sustentável da região.

 

Com o tema “O futuro aponta para o Norte”, o festival busca aproximar investidores de iniciativas que combinam geração de renda, conservação ambiental e melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas.

 

A realização é do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), em parceria com o Impact Hub Manaus. A programação começa com atividades de imersão nos territórios e continua nos dias 4 e 5 de novembro, com painéis, debates e oportunidades de conexão entre empreendedores, investidores e representantes dos setores público e privado.

 

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Um dos assuntos centrais do FIINSA será a dificuldade de acesso ao financiamento enfrentada por negócios sustentáveis da Amazônia. Apesar das oportunidades econômicas relacionadas à biodiversidade, muitos empreendimentos locais encontram barreiras para captar recursos, ampliar a produção e alcançar novos mercados.

 

Os organizadores defendem que o fortalecimento da chamada Nova Economia da Amazônia depende de relações comerciais mais equilibradas entre produtores locais, comunidades tradicionais, investidores e grandes compradores.

 

A proposta é ampliar a participação de povos indígenas e comunidades tradicionais nas decisões e na gestão dos negócios, garantindo que esses grupos tenham protagonismo na construção de oportunidades econômicas.

 

Juliana Teles, cofundadora do Impact Hub Manaus e da Azô Capital de Impacto, além de coidealizadora do festival, destaca a importância de aproximar pequenos produtores de empresas com capacidade de ampliar a comercialização de seus produtos.

 

“Como é que a gente coloca um comprador de um grande negócio com um negócio menor, com um comunitário, com uma população que está ali fornecendo material para esse comprador?”, questiona.

 

Para André Viana, diretor técnico do Idesam, a região apresenta oportunidades relevantes para investidores interessados em iniciativas capazes de gerar benefícios sociais e ambientais simultaneamente.

 

O engenheiro florestal e mestre em Ciências de Florestas Tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) ressalta que os investimentos podem contribuir tanto para melhorar as condições de vida das populações quanto para preservar os recursos naturais.

 

“Algo que é importante ressaltar para os investidores é a possibilidade de impacto real. Aqui, ao apoiar negócios, você realmente consegue apoiar uma mudança de vida das pessoas, melhor qualidade de vida, ao mesmo tempo que permite uma manutenção do meio ambiente, das florestas, das águas”, afirma.

 

MULHERES GANHAM DESTAQUE NA PROGRAMAÇÃO

 

A participação feminina será um dos pontos fortes desta edição do FIINSA. Cerca de 80 mulheres estão entre as palestrantes confirmadas, incluindo executivas, investidoras, empreendedoras, pesquisadoras e lideranças indígenas e comunitárias.

 

A presença dessas profissionais busca ampliar a visibilidade de iniciativas lideradas por mulheres e destacar suas contribuições para o desenvolvimento econômico e sustentável da Amazônia.

 

Outro destaque é a valorização da economia criativa, que estará presente em diferentes atividades do festival. A trilha temática “Encantar” reunirá discussões sobre moda, artesanato, gastronomia, cultura urbana e turismo.

 

A iniciativa também dará visibilidade a micro e nanoempreendedoras amazônicas. Produtos artesanais serão utilizados no credenciamento e nos crachás dos participantes, enquanto negócios locais fornecerão parte da alimentação durante o evento.

 

A trilha “Encantar” contará com quatro painéis que abordarão temas como a produção cultural nas periferias e a transformação de conhecimentos tradicionais em produtos e oportunidades de negócios.

 

BIOECONOMIA E INOVAÇÃO EM DEBATE

 

Além das discussões sobre financiamento e empreendedorismo, o festival terá atividades voltadas à inovação, à bioeconomia, aos investimentos de impacto e à conservação ambiental.

 

A programação pretende apresentar experiências de negócios desenvolvidos por comunidades amazônicas e estimular a criação de parcerias comerciais e financeiras capazes de ampliar o alcance dessas iniciativas.

 

A expectativa dos organizadores é que as conexões estabelecidas durante os três dias do evento contribuam para a formação de novas parcerias e para o fortalecimento de empreendimentos sustentáveis na região.

 

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O encerramento, na quinta-feira (5), contará com uma programação cultural com apresentações de Zek Picoteiro, Chora Cachorro e Marcelo Nakamura e banda. A celebração reunirá diferentes ritmos e manifestações musicais, reforçando a presença da cultura amazônica no festival. 

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