Fundo afirma ao STF que ainda não recebeu demonstrações financeiras necessárias para analisar a situação do banco e verificar a viabilidade da operação
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu toda a documentação financeira necessária para avaliar o pedido de aporte de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB).
Segundo o fundo, faltam informações consideradas essenciais para analisar a situação econômico-financeira da instituição. Entre os documentos pendentes estão demonstrações financeiras auditadas referentes ao exercício de 2025 e ao primeiro semestre de 2026.
O FGC afirmou que, sem esses dados, não consegue verificar se o valor solicitado é suficiente para garantir a viabilidade financeira da operação.
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A cobrança ocorre às vésperas de uma nova audiência determinada por Fux para esta quinta-feira (13). O encontro deverá reunir representantes das partes envolvidas na tentativa de encontrar uma solução para a crise enfrentada pelo BRB.
Na semana passada, o governo do Distrito Federal acusou a União de demora na condução do processo e afirmou que ainda não havia uma decisão do FGC sobre o aporte. Diante do impasse, o STF passou a acompanhar de perto as negociações.
O BRB enfrenta dificuldades financeiras após os problemas relacionados à tentativa de aquisição do Banco Master. A situação preocupa também por causa dos cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais administrados pelo banco e vinculados a cinco tribunais do país.
O FGC, entretanto, reforça que precisa receber a documentação completa antes de avaliar a operação. Até o momento, segundo o fundo, nem o governo do Distrito Federal nem o BRB teriam apresentado todas as informações exigidas para a análise.
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A audiência marcada pelo STF deverá discutir justamente as pendências e os próximos passos para tentar viabilizar uma solução para a situação financeira do banco.