Holding obteve proteção temporária contra credores, mas inquérito por suspeitas de crimes financeiros segue em andamento
O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial ao mesmo tempo em que se tornou alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo seus administradores. O inquérito tramita na Delegacia de Repressão à Corrupção e aos Crimes Financeiros (Delecor), em São Paulo, especializada em casos de lavagem de dinheiro e delitos contra o sistema financeiro nacional.
Segundo apuração, a PF segue realizando diligências para esclarecer a origem e a circulação de recursos ligados à holding, além de verificar possíveis conexões entre a Fictor e fatos investigados no âmbito da Operação Compliance Zero. O caso permanece em fase preliminar, sem conclusão até o momento.
O nome do grupo ganhou destaque nacional no fim do ano passado, quando a Fictor se apresentou como potencial compradora do Banco Master, pouco antes da liquidação da instituição. Na ocasião, a holding afirmou contar com o apoio de “investidores árabes”, informação que passou a ser colocada em dúvida com o avanço das investigações e o agravamento de sua situação financeira.
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Na esfera cível, a Fictor Holding e a Fictor Invest Ltda. conseguiram uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo que suspende, por 30 dias, execuções judiciais movidas contra as empresas. A medida foi concedida pelo juiz Adler Batista Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais.
A decisão impede temporariamente penhoras, arrestos, buscas e apreensões ou qualquer outra forma de constrição patrimonial. O magistrado apontou risco concreto de prejuízo irreversível diante da chamada “corrida de credores” após o pedido de recuperação, destacando que apenas ações em tramitação na capital paulista somam cerca de R$ 6 milhões.
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Apesar da blindagem judicial provisória, a apuração criminal segue de forma independente. Para pessoas próximas ao caso, os desafios do Grupo Fictor não se limitam à reorganização financeira, mas envolvem suspeitas graves que podem resultar em responsabilização penal dos administradores.