Mudanças em estudo incluem revisão de escanteios marcados incorretamente e análise de expulsões por segundo cartão amarelo.
A Copa do Mundo de 2026 poderá marcar uma nova etapa na utilização da tecnologia no futebol. A FIFA e o International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do esporte, estudam mudanças que ampliariam significativamente o alcance do árbitro de vídeo (VAR) durante as partidas.
Entre as propostas em análise está a possibilidade de revisar marcações equivocadas de escanteios e tiros de meta, um tipo de lance que atualmente não pode ser corrigido pelo VAR. A ideia é evitar que erros de arbitragem na origem das jogadas influenciem diretamente o resultado das partidas.
Pelo protocolo atual, o VAR só pode intervir em quatro situações específicas: gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos e casos de identidade equivocada do jogador punido. Com a mudança, a equipe de vídeo teria autorização para alertar rapidamente o árbitro quando houvesse erro na definição de quem tocou por último na bola antes de ela sair de campo.
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Outro tema que está sendo debatido é a revisão de expulsões decorrentes do segundo cartão amarelo. Hoje, o VAR não pode interferir nesse tipo de decisão, mesmo quando há dúvidas sobre a infração que gerou a advertência.
A proposta divide opiniões dentro do futebol. Defensores da medida argumentam que ela aumentaria a justiça das decisões em campo. Já os críticos temem que a ampliação das revisões provoque interrupções frequentes e prejudique o ritmo natural das partidas.
A decisão sobre a adoção das novas regras deverá ser tomada durante a Assembleia Geral Anual do IFAB, marcada para fevereiro de 2026. Caso seja aprovada, a atualização poderá estrear justamente na Copa do Mundo que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
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Até lá, árbitros, ex-jogadores, treinadores e especialistas seguem participando das discussões para avaliar os impactos que as possíveis mudanças poderão trazer ao futebol internacional.