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Fifa corta mais de US$ 100 milhões do orçamento da Copa do Mundo de 2026
Foto: Reprodução

Entidade busca reduzir custos operacionais enquanto projeta receitas recordes com o torneio

A FIFA reduziu em mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 523 milhões) o orçamento operacional previsto para a Copa do Mundo FIFA de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México entre junho e julho do próximo ano.

 

A informação foi divulgada por fontes ouvidas pelo portal The Athletic, que apontam pressão interna na entidade por medidas de “eficiência” nos departamentos. Funcionários da organização que trabalham na sede operacional do torneio em Miami foram orientados a reduzir gastos em áreas como segurança, logística, acessibilidade e proteção de eventos.

 

Apesar dos cortes, o presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou em entrevista à CNBC que a competição deve gerar mais de US$ 11 bilhões em receitas, tornando-se a Copa do Mundo mais lucrativa da história.

 

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No relatório anual de 2024, a FIFA estimava US$ 1,12 bilhão em despesas operacionais apenas para a organização do torneio. O orçamento total da competição, incluindo prêmios e operações de televisão, chegaria a US$ 3,75 bilhões.

 

Entre os principais gastos previstos estavam:

US$ 280 milhões para serviços técnicos

US$ 159 milhões para transporte de eventos

US$ 145 milhões para segurança

US$ 79 milhões para gestão de convidados

 

Segundo fontes internas, parte desses valores está sendo revisada após orientação da sede da entidade na Suíça para controle mais rigoroso de custos.

 

Uma das razões apontadas para os cortes é a meta da FIFA de reinvestir mais de 90% das receitas no desenvolvimento do futebol mundial. No planejamento financeiro do ciclo 2023–2026, a entidade prevê receitas de US$ 12,9 bilhões e promete reinvestir cerca de US$ 11,67 bilhões em programas e projetos ligados ao esporte ao redor do planeta.

 

Mesmo assim, a política de preços para o torneio vem sendo alvo de críticas. Ingressos para alguns jogos da fase de grupos podem chegar a US$ 700, enquanto entradas para a final podem atingir US$ 8.680 em setores inferiores.

 

Além disso, a FIFA cobra 15% de taxa tanto na compra quanto na revenda de ingressos em sua plataforma oficial. Os preços de estacionamento também chamaram atenção: uma vaga próxima ao MetLife Stadium pode custar cerca de US$ 225, enquanto no SoFi Stadium, em Los Angeles, pode chegar a US$ 300.

 

Outro ponto de discussão envolve os custos de segurança pública. Pelos acordos firmados com as cidades-sede nos Estados Unidos, a FIFA mantém as receitas de ingressos, transmissões, patrocínios e concessões, enquanto os governos locais ficam responsáveis por parte das despesas de segurança.

 

O Congresso dos Estados Unidos chegou a destinar US$ 625 milhões em recursos federais para ajudar na segurança do evento. No entanto, o valor ainda não foi liberado devido à paralisação parcial do governo que afeta o Department of Homeland Security.

 

Em comunicado ao The Athletic, a FIFA afirmou que revisões orçamentárias são comuns antes de grandes eventos e garantiu que os ajustes não vão comprometer a organização do torneio.

 

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“A FIFA jamais comprometerá o sucesso operacional nem aspectos essenciais como a segurança de seu maior evento”, informou a entidade. 

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