Entidade vai analisar proposta de expansão do Mundial, que poderá reunir 64 países a partir de 2030, apesar da resistência de parte das confederações.
A Fifa confirmou que irá discutir a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções após a realização da edição de 2026, que será a primeira da história disputada por 48 equipes. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, que informou que o tema será avaliado pelos órgãos dirigentes da federação.
A proposta prevê um novo aumento no número de participantes do torneio. Caso seja aprovada, a competição passaria a contar com 64 seleções distribuídas em 16 grupos de quatro equipes. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançariam diretamente para a fase de mata-mata, eliminando o sistema de classificação dos melhores terceiros colocados.
Com o novo formato, a fase de grupos teria 96 partidas, ampliando significativamente o calendário da competição em relação ao modelo que será utilizado na Copa de 2026.
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A principal defensora da mudança é a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que pretende ver o formato adotado já na Copa do Mundo de 2030, edição que celebrará os 100 anos do torneio. O Mundial será realizado em seis países: Uruguai, Argentina, Paraguai, Espanha, Portugal e Marrocos.
A proposta foi apresentada em 2025 pelo dirigente uruguaio Ignacio Alonso e recebeu apoio do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. Segundo a entidade sul-americana, a ampliação aumentaria o número de partidas disputadas no continente durante a competição.
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Apesar do apoio da Conmebol, a iniciativa enfrenta resistência de outras confederações. A Uefa argumenta que a expansão pode trazer impactos negativos para o calendário internacional e aumentar os desafios logísticos da organização do torneio. As confederações Asiática (AFC) e da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) também já manifestaram posição contrária à proposta.