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Filas, calor e improviso: falta de banheiros marca o Carnaval de rua no Rio e em São Paulo
Foto: Divulgação

Foliões enfrentam longas esperas e relatam estrutura insuficiente nas duas maiores capitais do país.

O primeiro fim de semana oficial de blocos de rua expôs um problema recorrente do Carnaval: a escassez de banheiros químicos em áreas de grande concentração de público em Rio de Janeiro e São Paulo. Desde sábado (14), foliões relatam longas filas, calor intenso e dificuldades para encontrar sanitários ao longo dos trajetos.

 

Na capital paulista, as queixas começaram ainda no sábado e continuaram no domingo, principalmente na região central, onde ocorre a maior concentração de blocos. Na Praça da República, os banheiros oferecidos pela Sabesp chegaram a registrar filas constantes durante o horário de funcionamento, das 9h às 18h. Ao longo da avenida Ipiranga, dez cabines atendiam os blocos que passavam pela região, gerando esperas de cerca de dez minutos tempo suficiente para que parte do público recorresse a alternativas fora da estrutura disponível.

 

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Durante o desfile do bloco Tarado Ni Você, foliões voltaram a relatar falta de sanitários ao longo do percurso. Apesar de haver estrutura no início do trajeto e 20 cabines instaladas próximo ao Theatro Municipal, o número foi considerado insuficiente para a quantidade de participantes no momento de maior concentração.

 

A insatisfação com a infraestrutura se soma a críticas recentes após o encontro de megablocos no centro da cidade, incluindo o Acadêmicos do Baixo Augusta e a apresentação do DJ Calvin Harris, que provocaram tumulto e levaram a prefeitura a adotar medidas emergenciais e restringir o acesso à região da Consolação.

 

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a quantidade de banheiros foi planejada com base em edições anteriores e definida bloco a bloco pela SPTuris.

 

Situação semelhante foi registrada no Rio de Janeiro pelo segundo dia consecutivo. No bloco LGBTQIA+ Divinas Tretas, no Aterro do Flamengo, apenas 16 cabines estavam disponíveis próximas ao palco, resultando em filas contínuas de 20 a 30 minutos sob altas temperaturas. Diante da demora, parte do público desistiu de aguardar e buscou alternativas em áreas mais afastadas.

 

No centro da cidade, o bloco Boitolo fora da programação oficial desfilou sem estrutura de banheiros, deixando foliões sem opções ao longo do percurso. Em alguns casos, postos de combustíveis cobraram pelo uso dos sanitários, também com formação de filas.

 

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Urinar em via pública no Rio pode gerar multa que chega a cerca de R$ 805 durante o Carnaval. A prefeitura informou que cerca de 34 mil posições sanitárias, entre cabines, contêineres e mictórios, foram previstas para os 462 blocos credenciados pela programação oficial, com equipes responsáveis pela manutenção e limpeza ao longo da festa. 

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