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Filho do último xá do Irã diz estar pronto para liderar transição democrática durante ato com milhares em Munique
Foto: Reprodução

O herdeiro da antiga monarquia iraniana, Reza Pahlavi, afirmou neste sábado que está pronto para liderar uma transição política no Irã rumo a um regime democrático e secular. A declaração foi feita durante um discurso em Munique, em uma manifestação que reuniu cerca de 250 mil pessoas, organizada paralelamente à Conferência de Segurança de Munique.

 

“Estou aqui para garantir uma transição para um futuro democrático e secular. Comprometo-me a ser o líder dessa transição para que um dia possamos decidir o destino do nosso país por meio de um processo democrático e transparente”, declarou Pahlavi à multidão reunida na praça Theresienwiese.

 

O protesto foi convocado para aproveitar a presença de líderes mundiais na conferência e teve como foco denunciar a repressão promovida pelo governo teocrático de Teerã contra manifestações populares ocorridas entre dezembro e janeiro.

 

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Entre os participantes, muitos exibiam a antiga bandeira iraniana com o símbolo do leão e do sol, usada até 1979, quando o pai de Reza, Mohammad Reza Pahlavi, foi deposto pela Revolução Islâmica. Desde então, a família vive no exílio — Reza atualmente mora em Nova York.

 

Manifestantes vindos de vários países europeus relataram indignação com a violência do regime iraniano. “Quando um governo mata seu próprio povo nas ruas, não é confiável”, afirmou Razieh Shahverdi, iraniana radicada em Paris.

 

A mobilização ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre o Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou dois porta-aviões e reforçou a presença naval americana no Oriente Médio, enquanto negocia um novo acordo nuclear com Teerã. Trump também fez ameaças de bombardear o país, gerando preocupação entre aliados.

 

Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Washington para atacar instalações do programa de mísseis iraniano, consideradas ameaça direta por Tel Aviv. Já países árabes aliados dos EUA, como Arábia Saudita, Omã e Catar, alertaram para o risco de uma nova guerra e de uma mudança abrupta de regime na região.

 

Durante coletiva à margem da conferência, Reza Pahlavi voltou a pedir apoio direto dos Estados Unidos. “O povo iraniano ouviu você dizer que a ajuda está a caminho e confia em você. Ajude-os. É hora de acabar com a República Islâmica”, declarou.

 

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Em Teerã, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian fez um raro gesto público ao pedir desculpas “a todos os afetados” pela violência durante os protestos. Embora não tenha citado diretamente as forças de segurança, afirmou estar “envergonhado” e pediu união em meio à instabilidade interna e às ameaças externas. A crise política no Irã segue se aprofundando, enquanto cresce a pressão internacional e a mobilização da oposição no exterior.  

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