Rubro-negro saiu perdendo para o Corinthians, mas conseguiu uma vitória que o treinador definiu como "fantástica" graças aos gols de Arrascaeta e Luiz Araújo, e seguiu na liderança do Brasileirão
O Flamengo suou, mas venceu o Corinthians por 2 a 1 neste domingo, e abriu vantagem na liderança do Brasileirão. A virada veio após um primeiro tempo no qual foi dominado na Neo Química Arena, mas o poder de reação permitiu que Carrascal tivesse grande atuação e desse os passes para os gols de Arrascaeta e Luiz Araújo. Filipe Luís reconheceu o jogo ruim inicialmente, e exaltou a postura do time no final.
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— O começo do jogo foi um começo difícil para a gente. Subimos a nossa pressão, a marcação. Eles acabaram saindo, às vezes por tabela, por vantagem qualitativa, por drible, e isso fez com que o nosso time tivesse que correr para trás. Não controlamos bem a profundidade hoje, fomos muito mal nesses primeiros 30 minutos controlando a profundidade, e era o que eles estavam explorando: essa bola nas costas da nossa linha defensiva. Acabaram machucando bastante a nossa defesa. Foi a partir do pênalti, com 11 minutos praticamente, que começamos a ajustar, mas era bastante informação para todo mundo. Até ajustar, foram praticamente 30 minutos. E aí vocês sabem melhor do que eu, que o Corinthians foi muito superior a nós, em todas as fases do jogo. Essa frustração que gerava não poder recuperar a bola transmitia também para a nossa posse. A nossa posse era uma posse ruim, com erros técnicos, com erros individuais, por estar com a perna pesada, por ter esse desgaste, por ter essa frustração de correr para trás — analisou em coletiva.
— A partir do momento que a gente corrigiu, os jogadores começaram a controlar melhor o jogo. Começamos a ter mais controle, mais a bola. Nos últimos 10 ou 15 minutos do primeiro tempo, fomos muito melhores do que começamos. No começo do segundo tempo, tomamos um gol, mesmo com esse nosso ajuste, mas já se via outro tipo de competitividade dos jogadores, outro tipo de postura. Sabemos que teríamos nossas chances, como também tivemos nos últimos dez minutos do primeiro tempo. E assim foi no segundo tempo, onde chegamos com bastante volume, com bastante gente e criamos as chances para poder vencer um jogo muito difícil. Depois de uma carga mental muito grande da Libertadores (classificação para a semifinal contra o Estudiantes), pênaltis, dois dias de viagens... conseguimos uma vitória fantástica — valorizou o técnico.
Carrascal e Arrascaeta foram os destaques que comandaram a remontada rubro-negra em São Paulo. O colombiano, em especial, foi alvo de elogios por parte do comandante:
— Eu vejo essas conexões, como eles se procuram durante os treinos da semana. Como eu vinha treinando o Carrascal na última semana e meia, talvez duas semanas aí nessa posição, e ele entendeu bem. Agora, que jogador! Impressionante o jogo que ele fez. Dá uma soltura para a equipe, limpa as jogadas, tem uma visão de jogo, se conecta com os companheiros, e hoje ainda por cima deu duas assistências. É um jogador também determinante. Então, estou muito feliz pela atuação dele, pela entrega também. Porque, nessa função, ele teve que correr mais do que ele está acostumado, e ele fez. Agora, a questão de adaptação... nos últimos cinco ou dez minutos, ele teve cãibra, mas acredito que, consequência, ele vai aguentar bem essa posição, e eu estou muito feliz pelo rendimento dos dois.
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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Filipe preferiu desconversar sobre algum poder de reação especial de sua equipe, mas reconheceu que esta insistência vem sendo uma forma de compensar a falta de treinos mais desenvolvidos em meio à maratona de jogos.
— Eu não diria que o primeiro tempo foi todo (abaixo), foram 32 ou 35 minutos muito ruins. Mas o final do primeiro tempo foi muito bom, e isso já deu pistas de onde que tínhamos que corrigir no intervalo. Muitas vezes, esses ajustes que fazemos são para dar soluções para os jogadores se sentirem melhor dentro de campo, e nosso time têm muita qualidade. Claro que, por exemplo, o fato de o nosso time ter controlado muito mal a profundidade, pelo excesso de jogos que temos, e não termos tempo para treinar, esses comportamentos se perdem. Sempre que temos tempo, temos que voltar a treinar esses comportamentos, que é algo que a gente vem perdendo tanto no ataque como na defesa.
O treinador do Flamengo também fez sua análise desta 25ª rodada do Brasileirão e destacou como é importante ter estabilidade em um campeonato de altos e baixos.
— Cada rodada tem sua importância. Tivemos essa sequência de viagens, também contra o Inter, por Libertadores e Brasileirão, em que houve um desgaste grande e acabamos vencendo. Mas, agora, teremos um rival direto no próximo jogo, o Cruzeiro, e são três pontos importantíssimos, da mesma forma que hoje. Costumo falar para os jogadores que esse é campeonato é muito complicado. Empatamos com o Vasco na semana passada e nossos rivais pelo título ganharam, e todo mundo falou que o Flamengo era horrível por empatar com o Vasco. Ontem, o Vasco ganhou do Cruzeiro, e o Vasco tem um grande treinador (Diniz). Temos que ter estabilidade, não achar que somos os melhores porque vencemos o Corinthians fora de casa. Temos um longo percurso pela frente. Manter os pés no chão, se preparar com humildade para pegar o Cruzeiro, que vem mordido pelo título.
Com a vitória, o Flamengo chegou a 54 pontos e abriu vantagem na liderança do Brasileirão. Em rodada considerada perfeita, Cruzeiro (51) e Palmeiras (49) perderam. que estão logo abaixo, para respirar no topo da tabela. O próximo jogo é justamente contra o time mineiro, na quinta-feira, às 20h30, no Maracanã.
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Fonte: EXTRA GLOBO