O novo da Secom, Sidônio Pereira
Desde o início da crise do INSS, o chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira tem capitaneado a estratégia para tentar segurar a crise.
Além de centralizar as reuniões com os ministros para evitar que mais ruídos sobre o tema sejam disseminados, Sidônio filtra diretamente os assuntos que serão abordados pelos ministros, além da maneira que serão colocados.
?A ordem explícita é que tudo precisa passar por Sidônio antes de ser divulgado. Discreto, o ministro da Secom evita aparecer como protagonista da estratégia para apagar o incêndio, mas, na prática, é ele quem estabelece os rumos de tudo.
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Sidônio definiu que os principais mensageiros junto aos aposentados precisam ser o novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, e o novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz. Para o chefe da Secom, a prioridade na comunicação é informar os aposentados lesados sobre a restituição do dinheiro.
Para mostrar que os culpados estão sendo responsabilizados foram escalados os ministros da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Carvalho.
Além de reuniões frequentes para tratar sobre o tema, Sidônio também tem trabalhado para deixar o grupo unido e apaziguar crises internas. O chefe da Secom entrou em campo após a entrevista publicada pela colunista do GLOBO Renata Agostini com críticas do ministro Rui Costa dirigidas à CGU.
A mensagem central que governo busca passar com a estratégia traçada por Sidônio é que o problema das fraudes no INSS surgiu antes do governo Lula, na gestão de Michel Temer e Jair Bolsonaro, e que estaria terminando agora, com as investigações realizadas e as medidas tomadas para coibir as fraudes.
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Em relação aos vídeos disseminados pela oposição, a ordem de Sidônio é que o governo não pegue para si a missão de respondê-los e terceirize o papel para os partidos políticos.
Fonte: O Globo