O fim da escala 6x1 promete transformar a rotina de milhões de brasileiros que trabalham seis dias por semana e têm apenas um dia de descanso. A mudança na legislação trabalhista prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial, e deve alcançar diferentes categorias profissionais, especialmente nos setores de comércio, alimentação, serviços e transporte.
A nova regra prevê que, após um período de adaptação de 60 dias, a jornada máxima semanal passe de 44 para 42 horas, com duas folgas por semana. Ao final de um ano, a carga horária deverá chegar a 40 horas semanais. A medida pode beneficiar cerca de 22 milhões de trabalhadores formais, segundo informações divulgadas sobre a mudança.
Entre as profissões que devem sentir os efeitos estão atendentes de lanchonetes, vendedores, garçons, cozinheiros, auxiliares de logística, faxineiros, profissionais de supermercados e trabalhadores da construção civil. As empresas terão de reorganizar escalas e turnos para garantir os períodos de descanso sem comprometer o funcionamento dos estabelecimentos.
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A mudança também deve exigir adaptações em atividades que funcionam aos fins de semana e feriados, como hospitais, hotéis, restaurantes e centros comerciais. Em algumas categorias, regimes diferenciados poderão ser mantidos, desde que respeitem as regras aplicáveis e garantam os períodos de descanso previstos. Especialistas apontam que a reorganização das equipes será um dos principais desafios para os empregadores.
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Com a redução da jornada e a manutenção dos salários, o valor da hora trabalhada deverá aumentar. A expectativa é que os trabalhadores tenham mais tempo para descansar, cuidar da saúde e conviver com a família. Já representantes de setores empresariais alertam para possíveis aumentos nos custos operacionais, especialmente em atividades que precisam manter atendimento contínuo. A implementação das novas regras deverá definir como cada categoria organizará suas jornadas.